Sociedade

Índio morre em MT em ocupação na Funai após tiroteio com madeireiros

A morte ocorreu depois de um ataque a um grupo indígena que ocupou a sede da Funai, e só foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) na quinta-feira (11). A Polícia Federal de Mato Grosso faz perícia no local hoje

sexta-feira 12 de outubro de 2018| Edição do dia

O motivo da ocupação seria a reivindicação de uma área na região. A sede da Funai está localizada próximo a terra indígena Kawahiva. A Funai não se posicionou publicamente ainda sobre o ocorrido.

Em nota, o MPF declarou que abriu investigação para apurar o suposto conflito envolvendo indígenas.

No ano passado, o Conselho Indigenista e Missionário (Cimi) apurou em levantamento que foram oito os casos de violência contra o patrimônio em terras indígenas em Mato Grosso em 2017. Sendo os casos denunciados nas terras indígenas Capoto, Sangradouro, Nambikwara, Panará do Arauató, Apiaká-Kayabi, Parque indígena do Xingu, Kawahiva do Rio Pardo e Kanela, sendo um em cada uma delas.

Historicamente os ataques aos povo indígena são uma verdadeira vergonha e um absurdo sem medida por parte dos capitalistas e seus interesses em lucrar a qualquer custo. O golpe institucional e as reformas que aprofundaram os ataques às mulheres, jovens, negros , LGBTS e à classe trabalhadora também vieram para arrancar mais terra e sangue de cada índio. Rifando ao agronegócio inclusive o Ministério da Justiça, que é o responsável pela questão da demarcação; desmontando as políticas públicas de defesa de direitos e articulando sistematicamente com a bancada ruralista cada passo para que as terras sejam campo vasto para indústria da carne.

Bolsonaro já deixou claro mais de uma vez que vem também para atacar ainda mais profundamente cada centímetro de terra e cada vida de cada povo indígena. É preciso que nossas vozes ecoem em cada local de trabalho, em cada local de estudo para que construamos uma força anticapitalista que barre essa extrema direita. Que os negros, jovens, mulheres, ìndios, LGBTS e cada trabalhador se levante contra todo e qualquer ataque, contra toda barbárie que os capitalistas descarregam sobre nós. Que sejam eles a pagar pela crise.




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