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Imensa manifestação contra Beto Richa é convocada no Paraná

terça-feira 19 de maio de 2015| Edição do dia

A crise política do governo estadual tucano de Beto Richa deve se aprofundar uma vez mais. Está convocada para hoje, dia 19 de maio, mais uma manifestação que deve reunir vários setores dos trabalhadores, tendo os professores adiante. Já no dia 18 de maio centenas de professores se manifestaram no saguão da ALEP, a Assembleia Legislativa do Paraná, entoando “Fora Beto Richa!”.

Esse canto deve se fazer ouvir novamente nas mobilizações de hoje no Centro Cívico em Curitiba, mas de maneira mais amplificada. A imprensa e os blogs paranaenses já divulgam que essa pode ser a maior manifestação já realizada em defesa da Educação e do conjunto dos serviços públicos, duramente atacados pelo governo do estado.

Além de ter votado o decreto que precariza as aposentadorias, e contra o qual os professores protagonizaram grandes mobilizações reprimidas em abril, Beto Richa está desrespeitando a lei da Data-Base. Essa lei determina que haja reposição salarial das perdas com a inflação para os funcionários públicos. A proposta apresentada pelo governo do PSDB indica um índice de reajuste de 5%, enquanto a média calculada da reposição deveria ser de 8,17% em maio. Isso fez com que os demais setores do funcionalismo tenham declarado que irão aderir ao movimento impulsionado pelos professores em greve. O SindSaúde, que congrega os trabalhadores da saúde, decretou greve desde 30 de março, também integrará as manifestações de hoje 19 de maio. Por sua vez, o FES – Fórum das Entidades Sindicais – que reúne 21 categorias o funcionalismo também está convocando as manifestações, como um dia de greve geral. E há também greves nas grandes montadoras, como na Volvo, contra a demissão em massa de 600 operários.

Para além das reivindicações salariais do funcionalismo público, o que as greves estão colocando em pauta é o rechaço crescente à política de Beto Richa, que enfrenta um momento de questionamento importante de seu governo. A depender da magnitude dos atos de hoje, a crise deste governo deve aumentar. Já foi formado inclusive um movimento dedicado a exigir a queda do governador, intitulado Movimento Popular pelo Fora Beto Richa. A luta dos trabalhadores do Paraná, tendo os professores na linha de frente, está indicando o caminho a seguir. Mas para que os educadores e trabalhadores paranaenses possam apontar uma saída de fundo ao tema da defesa da Educação pública, gratuita e de qualidade para todos, é necessária a unidade com os demais setores em luta país afora. O que envolve as greves dos professores em outros estados, como em São Paulo. Mas também o combate aos ataques desferidos pelo governo petista em âmbito nacional, e que tem sido responsável pela crise das universidades federais, como se pode ver atualmente na UFRJ, que segue com diversas unidades fechadas, e com a reitoria ocupada pelos estudantes. A importante luta dos professores, e servidores públicos paranaenses, pode e deve forçar a que os seus sindicatos como a APP-Sindicato dos professores e o SindSaúde a tomarem medidas nesse sentido, ainda que não se coloquem nessa perspectiva por sua própria vontade. Seria um importantíssimo passo para unir e coordenar todas as lutas.




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