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Justiça para Evaldo e Luciano | Hoje começa o julgamento do caso Evaldo e Luciano, brutalmente assassinados por militares no RJ

Hoje começa o julgamento dos assassinos do músico Evaldo Rosa e do catador de latinhas Luciano Macedo, mortos covardemente em 2019 pelo exército brasileiro. O julgamento já foi adiado três vezes, crime sem julgamento mesmo depois de 3 anos e que Luciana Nogueira teme que siga impune.

quarta-feira 13 de outubro | Edição do dia

Em abril de 2019 o carro de Evaldo e sua família foi fuzilado pelo exército com 257 tiros, 62 deles acertaram diretamente seu carro em Guadalupe, zona norte do Rio de Janeiro. Evaldo e Luciano foram mais duas vítimas da brutalidade e covardia das forças de repressão do estado, em particular o Comando Militar do Leste.

Na época, o reacionário Mourão declarou que “apenas uma pessoa foi atingida, foram disparos péssimos”, o tenente Ítalo Nunes responsável comandante da patrulha que fuzilou o carro de Evaldo e de sua família disse que o que ocorreu era uma “artimanha do tráfico”.

Não é à toa que hoje Luciana teme que esse crime fique impune:

"O julgamento já tinha sido adiado três vezes, isso me deixou muito angustiada. Você fica com um medo tremendo da impunidade. Hoje meu sentimento é de alívio e de medo, já que eles serão julgados por eles mesmo. Tenho medo que o caso do meu esposo seja mais uma estatística"

No mesmo dia do assassinato, ainda com o corpo de seu marido dentro do carro, ela denunciou que os militares riam da situação. Esse é o reacionarismo do exército que hoje ocupa uma posição no governo Bolsonaro que nunca antes ocupou no governo desde a ditadura militar.

Luciana ainda conta que seu filho, Davi, segue bastante traumatizado como o que aconteceu. Ontem que foi o dia das crianças certamente é muito marcante não só para o filho de Evaldo, mas também para centenas de pais e mães que perderam seus filhos para violência policial ou para barbárie capitalista.

"O Davi entende tudo o que está acontecendo, eu faço questão de explicar para ele. Tem dias que ele acorda chorando, triste. Quando eu pergunto o motivo, ele fala: ’Tiraram a chance de eu ver o meu pai velhinho’. Ele sente muitas saudades e sabe que o pai não merecia ser morto da forma que foi."

Assim como Luciana também não podemos confiar que será a justiça militar que irá julgar de forma imparcial e nem sequer pode dar uma resposta a esse crime bárbaro. Na realidade apenas uma investigação independente pode dar uma resposta a esse crime, assim como os tribunais militares precisam acabar de imediato, pois só servem para deixar assassinos impunes. Justiça para Evaldo e Luciano.




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