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Voto impresso | Hacker que deputado bolsonarista usou para justificar voto impresso nunca hackeou urna

Vídeo que circula nas redes bolsonaristas aponta informações falsas como supostas “provas” da violabilidade das urnas eletrônicas.

terça-feira 27 de julho | Edição do dia

Foto: Reprodução

O deputado bolsonarista Filipe Barros (PSL-PR) vem divulgando nas redes a entrevista que sua equipe filmou com um hacker, no presídio onde este está detido em Minas Gerais. No vídeo, que o deputado bolsonarista tenta divulgar como bombástico para tentar impor o voto impresso, o hacker alega que seria fácil invadir as urnas eletrônicas e manipular os resultados.

No entanto, segundo fontes com acesso às investigações dos crimes dos quais o hacker é acusado, as capacidades dele seriam muito menos sofisticadas do que o próprio jovem e o deputado bolsonarista querem fazer parecer.

As acusações ao hacker são principalmente ligadas a estelionato e fraude, como compras na internet utilizando informações de cartão de crédito de terceiros. Mas também há acusações de crimes cibernéticos como o vazamento de dados do Serasa com mais de 200 milhões de CPF. No caso da invasão de sites de instituições governamentais, o hacker conseguiu vazar dados administrativos do TSE, mas sem indícios de que tenha conseguido invadir o sistema eleitoral das urnas eletrônicas.

Veja também: Ministro da Defesa Braga Netto faz ameaças de golpe, caso não haja voto impresso em 2022

Os advogados do hacker, que só tomaram conhecimento da entrevista após ela ir ao ar nas redes bolsonaristas, alegam que o deputado Filipe Barros usou o hacker como “boneco de manobra política”, uma vez que é clara a tentativa de insuflar a base de apoio do governo Bolsonaro com as narrativas que convém para tentar impor o voto impresso.




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