15 ANOS DA CHACINA NA BAIXADA FLUMINENSE

Há 15 anos, ocorria a chacina da Baixada, onde 29 jovens foram assassinados pela PM

O crime ocorreu nos municípios de Queimados e Nova Iguaçu. Após quinze anos desses assassinatos racista e sanguinário, o Estado segue com sua política de repressão e genocídio contra o povo negro e pobre.

segunda-feira 30 de março| Edição do dia

As mães e os familiares desses jovens nunca mais tiveram a vida da mesma forma e infelizmente com o avanço das figuras da extrema direita como Witzel e Bolsonaro, que nessa crise do coronavírus mesmo tendo políticas diferentes adotam medidas para garantir os lucros dos empresários ao invés de garantir a vida dos moradores de favelas e bairros pobres. As medidas do Witzel são contraditórias e insuficientes faltam materiais básicos para proteção dos profissionais de saúde, não há testes em número suficiente para um isolamento eficaz dos contaminados, que aumentam de número a cada dia.

Ambos já mostraram no seu primeiro ano de governo que por um lado Bolsonaro tem um discurso ultra racista e assassino, também ataca as condições de trabalho dos negros com o avanço da reforma da previdência. Por outro Witzel ataca a vida dos negros e pobres nas favelas e bairros com sua política de segurança pública racista e assassina, não à toa no seu primeiro ano de governo, a PM do Rio de Janeiro bateu recordes de mortes de jovens negros e pobres assassinados pela polícia.

Infelizmente o número de mães que perderam seus filhos pela violência de Estado só vem aumentando, essas mortes são parte do racismo estrutural que o capitalismo nutre socialmente. O Esquerda Diário presta toda solidariedade aos familiares dos 29 assassinados, esse dia não pode ser um dia normal ou esquecido.

Chamamos à todos a construírem uma forte luta contra racismo e contra o capitalismo, porque entendemos que sempre haverá o racismo onde ainda exista o capitalismo!

As periferias e a baixada do Rio de Janeiro são os principais espaços sociais que mais sofrem com a violência de Estado. Hoje com a crise do coronavírus instaurada pelo país mais lugares pobres no Rio de Janeiro serão brutalmente afetados pela negligência do Estado. Soma-se a essa política o descaso em primeiro lugar com as condições sanitárias desses lugares e a precarização dos serviços de saúde que entrega a população pobre e os trabalhadores moradores das periferias e favelas a uma exposição ainda maior ao coronavírus sem nenhuma possibilidade de poder combater o vírus. Muitas favelas e bairros pobres no Rio de Janeiro estão sem acesso água, informação e materiais de prevenção.

Os moradores das periferias e baixadas não tem a quarentena como uma opção, muitos deles são obrigados a trabalhar expostos ao COVID-19, pois muitos desses trabalhadores são de trabalhos essenciais ou trabalhadores informais que precisam de alguma renda para sua alimentação, ou seja, a crise do coronavírus coloca aos trabalhadores duas opções ou morrem de fome ou morrem com o vírus. Pois as medidas que o Estado e o Governo Federal estão adotando são insuficientes para os moradores das periferias e baixada.

Hoje mais do que nunca esse dia tem que ser um dia de revolta e luta pela vida dos negros, que são cotidianamente assassinados pela polícia e o Estado e ao mesmo tempo são os mais expostos ao coronavírus.




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