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Guedes transfere os custos do trabalho remoto para os servidores enquanto desonera os bancos

segunda-feira 3 de agosto| Edição do dia

Paulo Guedes se isenta de arcar com custos necessários para a execução do trabalho remoto, e transferiu estes custos para o bolso dos servidores públicos federais. É assim que a Secretaria de Gestão de Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia determinou, nesta sexta (31), a regulamentação do trabalho remoto dos servidores públicos federais.

A compra do mobiliário, os gastos com luz, telefone e internet, tudo sairá do bolso do servidor que estiver em trabalho remoto. Esta é mais uma maneira de seguir transferindo a conta da crise para os trabalhadores enquanto adota medidas pró-capitalistas em defesa do lucro.

Ainda, para o Ministério da Economia, o trabalho remoto só deverá ser implementado caso os gestores decidam fazê-lo, não passando por uma deliberação direta dos trabalhadores. O trabalho remoto poderá ser parcial ou integral, e nos dias que não tiver trabalhando na repartição, a Economia determinou que, ao invés de controle de horário, será adotado um controle de produtividade e de resultados.

Os trabalhadores das empresas privadas já presenciaram na pele, que a falta de um horário significa diretamente que à qualquer momento os chefes podem exigir, ligar, acessar através de aplicativos os trabalhadores, não se importando com a hora do dia, fazendo-os trabalhar mais. Além disso, as empresas capitalistas tem visto com bons olhos o trabalho remoto, por este eximir as empresas de alugar escritórios, pagar luz, água, internet, e fornecer todo o material que agora está sendo pago pelos trabalhadores.

Paulo Guedes está apenas seguindo a "tendência do mercado", ou seja, a tendência de precarização das relações de trabalho, em que os patrões estão se aproveitando de que há uma pandemia, e que há riscos diretos envolvidos no trabalho presencial, para empurrar junto com o trabalho remoto uma carga imensa de produtivismo, além de empurrar também os custos para o trabalhador.

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Esta é mais uma medida de Guedes em pleno pacto consolidado entre Bolsonaro, o STF e o congresso, um acordo que inclui Maia e Alcolumbre, a Rede Globo e companhia, todos preocupados em garantir os ataques aos trabalhadores e transferir os custos da crise da pandemia para os mais pobres, garantindo lucros aos bancos e grandes empresários.

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