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FUNAI | Greve na Funai por Justiça à Bruno e Dom continua e terá ato para 23 de Junho

Hoje durante assembleia dos servidores, foi decidida a continuidade da greve dos servidores da Funai até à próxima quinta-feira (23/Jun) em protesto contra os assassinatos do indigenista Bruno Araújo e o jornalista inglês Dom Phillips, gritando para que se descubram todos os envolvidos nos crimes, e que sejam devidamente punidos. A greve se iniciou no último dia 14.

segunda-feira 20 de junho | Edição do dia

Os funcionários da entidade também exigem a demissão do presidente atual, o bolsonarista Marcelo Augusto Xavier da Silva, delegado da polícia federal, que vem implementando uma política de ódio abertamente racista contra os povos indígenas. Já são 39 regionais da Funai, algumas aderindo à greve, outras se mobilizando para entrar, com ato nacional marcado também para quinta.

Ao mesmo tempo, houve pronunciamento através de nota da INA – Fundação Indigenistas Associados. Um trecho da nota diz:

“Por uma Funai indigenista e para os povos indígenas! Pela proteção das/os indigenistas, dos Povos Indígenas e de suas lideranças, organizações e territórios! Convidamos as/os parceiras/os indígenas, indigenistas e da sociedade em geral para o Ato Nacional de Greve da Funai!".

Além disso, foi divulgado também pela INA um dossiê de denúncia contra a Funai pelo desmonte causado por setores alinhados ao governo Bolsonaro que, dentre diversos ataques, incluem não demarcação de terras indígenas, perseguição aos povos da região, servidores e ambientalistas.

Numa política totalmente favorável ao agronegócio, garimpo ilegal e exploração criminosa do meio ambiente, a Funai persegue seus servidores com ameaças de corte de salários e represálias por defenderem pautas de defesa aos indígenas. O ato exige maior proteção para os ambientalistas e isso só arrancaremos com mobilização! O assassinato político brutal desses ativistas mostra como a FUNAI, mas o conjunto do Estado brasileiro atuam diretamente contra a vida de ativistas e dos povos indígenas, com Bolsonaro e os militares à frente, mas também junto da bancada ruralista, a conivência da justiça e toda a vista grossa das polícias.

Basta destes ataques contra os povos originários e apoiadores da luta indígena! Que as centrais sindicais e a UNE rompam a paralisia eleitoral, organizem e unifiquem a luta, além de exigir uma investigação independente. Desta vez com seu silêncio, o STF reafirma que não podemos ter nenhum tipo de esperança nesse judiciário e sim pela via da mobilização impor que Bolsonaro e sua corja sejam responsabilizados por apoiarem esses grupos assassinos!




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