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GREVE DA EDUCAÇÃO DE BH | Greve fez Kalil recuar e BH iniciou a vacinação de trabalhadores da educação infantil

Em greve sanitária de concursados há exatamente um mês e com paralisações de terceirizados, os trabalhadores da educação municipal de BH conquistaram a vacinação de todos aqueles que trabalham com crianças de 0 a 5 anos. Vacina para todos! Que a comunidade escolar decida sobre o retorno!

Maria ElizaEstudante de Biologia da UFMG

quarta-feira 26 de maio | Edição do dia

Foto: Danilo Girundi/TV Globo

Hoje começou a vacinação dos trabalhadores da educação infantil, efetivos e terceirizados da rede pública e também os da rede privada de Belo Horizonte. Os primeiros a tomarem a primeira dose foram os trabalhadores e trabalhadoras que têm entre 41 e 59 anos. Amanhã serão aqueles que têm entre 18 e 40 anos.

O que antecedeu essa medida, anunciada ontem pela prefeitura, foi uma greve sanitária dos concursados da rede municipal que acontece desde o dia 26 de abril, há um mês. Junto a eles estão os terceirizados da mesma rede, fazendo paralisações pontuais e atos simbólicos com as mesmas bandeiras: contra o retorno inseguro de Alexandre Kalil e por vacina para todos. Haverão nos próximos dias reuniões e assembleias para pautar a vacinação e a greve.

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A grande mídia fala do início da vacinação sem sequer citar a greve na educação municipal, que foi deflagrada por toda a categoria e protagonizada sobretudo pelos trabalhadores da educação infantil. A esses, uma maioria feminina e negra, estava colocado diariamente o desafio de não comparecer presencialmente às escolas e seguir trabalhando remotamente, sofrendo inclusive corte de ponto por parte da prefeitura de Kalil; ou mesmo, para os terceirizados, irem às escolas todos os dias arriscando suas vidas e lidando com o descaso da prefeitura e da empresa MGS.

Ainda que parcial, a vacinação dos trabalhadores da educação infantil é uma mostra da força dos e das trabalhadoras em greve. No entanto, como a própria categoria adverte, se aproxima uma terceira onda da pandemia no Brasil e não há ainda condições para um retorno seguro, além de que não há garantias de não-punição e ressarcimento dos pontos cortados por parte da prefeitura.

Não pode vir de Kalil, de mãos dadas com empresários da educação, a decisão sobre a reabertura das escolas, e sim da comunidade escolar, que envolve professores, auxiliares de serviços básicos, pedagogos, trabalhadores da saúde, estudantes, familiares, dentre outros. Não há previsão ainda da vacinação do restante da categoria, no marco de que a vacinação no país inteiro anda a passos lentos e inúmeros trabalhadores da linha de frente seguem sem direito à imunização.

Todo apoio à greve sanitária e paralisações na educação de Belo Horizonte! Unir efetivos e terceirizados contra o retorno inseguro de Kalil! Que a comunidade escolar decida sobre o retorno! Vacina para todos!




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