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Greve de trabalhadores da CEB é aprovada: todo apoio à luta contra a privatização!

Contra a privatização, por emprego e salário digno, trabalhadores da CEB votam por unanimidade por greve para o dia 1º de dezembro.

quarta-feira 25 de novembro de 2020| Edição do dia

Hoje na sede da CEB no SIA, em assembleia extraordinária que tinha indicativo de greve, foi aprovada por unanimidade a greve para o dia 1º de dezembro. Depois da assembleia, foi feito um ato na frente da CLDF.

A CEB está para ser privatizada por conta dos interesses mesquinhos de Edison Garcia, o presidente entreguista da empresa, e Ibaneis Rocha, um verdadeiro representante dos interesses privatistas do regime do golpe institucional no Palácio do Buriti.

O regime que tem Bolsonaro, Mourão e Guedes, mas também o judiciário golpista - que no Tribunal de Contas do DF disse que o leilão da CEB não precisava passar pelo Congresso - são os mais interessados em entregar a preço de banana a CEB para uma meia-dúzia de grandes monopólios imperialistas.

Leia mais: Privatização da CEB - porque somos contra?

A Juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária esteve presente na assembleia e também no ato na CLDF, prestando todo o apoio e solidariedade à categoria.

Leia mais: Contra privatização da CEB, estudantes da UnB se solidarizam com luta dos trabalhadores

Fazemos aqui também um chamado à todos os estudantes a se somarem nessa luta, pois esse ataque está diretamente ligada à precarização do trabalho da juventude e também o desmonte e privatização na educação. É fundamental que o DCE da UnB se manifeste contra a privatização da CEB e organize os estudantes para se aliar à classe trabalhadora em luta. O DCE da UnB, infelizmente, não convoca uma assembleia geral desde o ano passado, deixando passar sem resistência o ensino remoto que precariza o trabalho do professor e também do próprio ensino, por exemplo.

Nessa medida, é também imprescindível que a CUT, central sindical que dirige o STIU-DF, organize a categoria, unificando tanto o administrativo, o operacional e terceirizados. Para além disso, é fundamental que a CUT convoque as demais categorias que ela dirige, como é o caso dos trabalhadores dos Correios, da Eletronorte, da CAESB, do BRB - e todas as categorias ameaçadas de privatização - para conformar uma greve conjunta para barrar esse ataque que é contra a classe trabalhadora de conjunto. É fundamental que a CUT não repita o mesmo erro que cometeu na greve dos Correios, ao ter isolado a categoria em luta, sem mobilizar nenhuma outra, o que acabou resultando no ataque do judiciário via TST que rasgou mais da metade do acordo coletivo.

A classe trabalhadora é uma só, portanto, a classe trabalhadora compartilha da mesma luta: contra o regime do golpe institucional e seus representantes: Ibaneis, Bolsonaro, Guedes e também o judiciário - todos juntos descarregando a crise nas costas do proletariado e do povo pobre. Basta! Que os capitalistas paguem pela crise!

Pela CEB pública!
Contra a privatização!
Todo apoio à greve!




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