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Seguro-desemprego | Governo ataca seguro-desemprego enquanto preserva dívida pública

terça-feira 16 de março | Edição do dia

Fila em busca de emprego no Rio de Janeiro – Brasil (Foto: Mario Tama/Getty Images)

O Ministério da Economia de Paulo Guedes novamente estuda um novo ataque aos trabalhadores. O governo planeja uma nova regra de cálculo para o seguro-desemprego. Hoje, o trabalhador demitido sem justa causa recebe de três a cinco parcelas com um valor fixo. Entretanto, com a nova proposta em estudo, o valor diminuiria 10% a cada parcela até chegar na garantia respeitada de ao menos um salário mínimo (R$ 1,1 mil).

Os cortes no seguro-desemprego dos trabalhadores têm como objetivo conseguir fundos para a nova rodada do programa que permite às empresas cortarem jornadas e salários e suspender contratos de trabalho, agora batizado de “Bolsa Emergencial”. O que o Governo reacionário e genocida de Bolsonaro não fala é que essa redução tem como principal objetivo retirar dos trabalhadores para manter ao máximo a dívida pública intocada. A equipe econômica tem buscado “soluções” que não dependam de recursos obtidos via emissão da dívida pública, e quem paga a conta são os trabalhadores desempregados enquanto os banqueiros seguem lucrando.




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