Mundo Operário

TERCEIRIZAÇÃO

Governo Leite faz trabalhadoras terceirizadas trabalharem sem vale transporte e EPI’s

O jornal Esquerda Diário recebeu uma denúncia sobre a situação das trabalhadoras terceirizadas nas escolas públicas do estado, que estavam sendo obrigadas a trabalhar sem o pagamento de vale transporte, alimentação, e equipamentos de proteção individual e desde outubro, sendo que muitas passaram pelo mesmo problema no início do ano. Tudo acontece por causa do negacionismo de Eduardo Leite e seu secretário de educação Faisal Karam, em tentarem criar uma normalidade no estado arriscando as vidas das trabalhadoras, professores e alunos em plena segunda onda da pandemia ao mesmo tempo em que aumentam a terceirização do trabalho.

segunda-feira 7 de dezembro de 2020| Edição do dia

As trabalhadoras denunciam a série de problemas que passam por causa da precarização e terceirização do trabalho além da exposição ao COVID-19 ao não receberem os equipamentos adequados de proteção individual da empresa YC serviços LTDA, da qual não vem pagando a meses os vales transportes, e consequentemente reduzindo o salário das funcionárias que tem que tirar do próprio Bolso o Valor das passagens, alimentação EPI’s enquanto a empresa continua sendo paga pela licitação do estado. Outro ponto de toda essa situação é que as trabalhadoras estão tendo que ir trabalhar todos os dias e não tem direito a folga e muito menos carga horária reduzida para fazer revezamento.

É absurdo o que essas trabalhadoras precárias passam todos os dias expondo suas vidas pela necessidade de sobreviverem ao mesmo tempo em que os donos das empresas lucram com contratos milionários em cima da vida das terceirizadas que em sua maioria são mulheres negras e pobres, que são as que mais morrem nessa pandemia sem direito às garantias de direitos trabalhistas.

Enquanto Eduardo Leite cumpre com excelência a cada dia que passa o desejo dos empresários que querem abrir as escolas para que os seus funcionários tenham um lugar onde deixar seus filhos, para assim continuarem lucrando enquanto pais, alunos e professores e funcionários sofrem sem direito a testes massivos para COVID-19, sem respiradores nos hospitais ao mesmo tempo em que o estado só aumenta o número de mortos e contaminados nessa segunda onda da pandemia.

Nós do Esquerda Diário e do MRT nos solidarizamos com a luta das trabalhadoras e todos os funcionários, e defendemos que todas elas sejam efetivadas sem a necessidade de concursos públicos, uma vez que já demonstraram que sabem trabalhar. Também defendemos que a reabertura das escolas deve ser decidida entre os membros da comunidade escolar, professores, funcionários e técnicos, não sob as mãos de Eduardo Leite e seu secretário reacionário Faisal Karam, que estão colocando a vida das nossas crianças e adultos em risco para favorecer os lucros dos grandes capitalistas do estado.




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