Política

ATAQUE AOS TRABALHADORES

Governo Bolsonaro quer 50% dos trabalhadores com contrato por hora para aumentar a exploração

Com novo ataque, Bolsonaro e Paulo Guedes querem garantir que 50%dos trabalhadores de cada empresa parem de ter salário mensal e recebam por hora trabalhada. Uma medida que aprofundará ainda mais a exploração dos trabalhadores para satisfazer a ganância de lucro pelos capitalistas.

sexta-feira 14 de agosto| Edição do dia

Bolsonaro e Guedes há muito tempo demonstram que seu objetivo no governo é acabar com os direitos trabalhistas para que banqueiros e empresários possam lucrar com nosso suor. E agora com a profunda crise capitalista que se agravou com a pandemia, seguem aprofundando essa política com um reacionário discurso negacionista que resultou na morte de mais de 100 mil brasileiro e que, usa como demagogia a “proteção” dos empregos, para seguir precarizando as condições de trabalho.

Mais um grande ataque aos direitos trabalhistas está sendo planejado por Guedes e Bolsonaro para garantir os lucros dos empresários e banqueiros diante da crise mundial que se aprofunda cada vez mais sofrendo os enormes impactos da pandemia.
Querem permitir que as empresas possam contratar até 50% dos trabalhadores com contrato por hora trabalhada ao invés de salário mensal.

O projeto que deve ser enviado ao congresso prevê que já para o primeiro ano 10% dos trabalhadores de uma empresa possam ser contratados neste novo regime, aumentando gradualmente ao longo dos anos até atingir os 50%. Mas no caso das recentes privatizações do setor de saneamento Guedes e Bolsonaro já se adiantaram a permitir que os empresários possam explorar já de inicio a possibilidade de que 50% dos trabalhadores sejam contratados no regime de horas trabalhadas.

Além disso, não está definido ainda se existiria um limite de horas trabalhadas abrindo a possibilidade de que jornadas exaustivas seja a nova regra para os trabalhadores sobreviverem, a remuneração pretendida por Guedes seria ainda baseada no salário mínimo que mal garante essa sobrevivência. E o projeto original ainda queria ir além e deixar de recolher FGTS, acabar com as férias e 13°.

Bolsonaro está utilizando a pandemia como desculpa para acabar com nossos direitos. As MP’s da morte editadas até agora longe de garantirem o emprego estão protegendo os empresários enquanto suspendem nossos salários, enquanto o desemprego segue aumentando no país e 40 milhões de brasileiros seguem sem trabalhar.

Agora imagine você trabalhador (a) que está enfrentando a pandemia arriscando sua vida para garantir os lucros dos patrões, arriscando a vida de sua família e pessoas queridas porque tanto Bolsonaro como os parlamentares e governadores estão mais preocupados com estes lucros do que com nossas vidas e não garantem medidas mínimas, sequer tenha a possibilidade de saber se ganhará um salário completo ao fim do mês para que possa se alimentar de forma decente para se proteger do vírus, se terá salário suficiente para pagar suas contas básicas como água, luz, aluguel, porque trabalhará apenas as horas que os patrões quiserem.

Não à toa os entregadores por aplicativo, em sua grande maioria negros que estão nos trabalhos mais precários como este, têm protagonizado as recentes paralisações e lutas contra um regime de trabalho muito semelhante onde as jornadas de mais de 12, 13, 14 horas são comuns para que se possa ganhar um salário que alcance as necessidades de sobrevivência no capitalismo.

Frente a esse cenário, nós do MRT e do Esquerda Diário acreditamos que é essencial a organização dos trabalhadores precário. Por isso, nós estamos organizando um Observatório do Trabalho Precário e chamamos todos os trabalhadores, a juventude e os intelectuais a conhecerem, difundirem e contribuírem com essa inicativa.




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