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Governo Bolsonaro aprovou mais de 1 um agrotóxico por dia em benefício de multinacionais

Nesta terça-feira (21), o Ministério da Agricultura registrou mais 31 agrotóxicos, contabilizando 169 produtos autorizados apenas nesse ano, superando a marca de 1 agrotóxico liberado por dia. O Brasil, que já é o recordista mundial no uso de ofensivos, intensifica ainda mais o uso desses químicos em prejuízo da população e do meio ambiente, e em benefício das indústrias químicas multinacionais.

quarta-feira 22 de maio| Edição do dia

Em meio às medidas reacionárias e diante da observação feita pela Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Tereza Cristina (DEM), de que “o setor agropecuário apoiou em peso a candidatura do presidente Bolsonaro” e “é natural, portanto, haver grande expectativa de importantes avanços nesta área”, fica claro o prosseguimento de intensificar a participação desse setor em medidas que prejudicam ainda mais a população e o meio ambiente e que contribuem para manter o Brasil como recordista mundial no uso de ofensivos.

Nesta terça-feira (21), o Ministério da Agricultura registou mais 31 agrotóxicos, contabilizando 169 produtos autorizados apenas nesse ano. Acompanhado de precedentes, como no governo Temer em que houve a liberação de agrotóxicos proibidos em muitos lugares do mundo. Foram quase 300 liberados em 2016, perto de 400 em 2017, chegando a 450 em 2018. Em 2015 ainda no governo Dilma, o número de liberações não chegou a 150.

De acordo com justificativa do Ministério da Agricultura o aceleramento dos registros se deve a ganhos de eficiência possibilitados por "medidas desburocratizantes". O que na verdade significa mais uma forma de dar cada vez mais o aval aos ruralistas, esse mesmo setor que está alinhado aos interesses imperialistas dos Estados Unidos e tem como objetivo o lucro cada vez maior, de forma a colocar sobre os trabalhadores e principalmente aos trabalhadores rurais, o peso de serem colocados a condições cada vez mais precárias, de trabalharem com mecanismos profundamente prejudicais a sua saúde e ao funcionamento do meio ambiente e além de não ter segurança de se alimentar de forma digna, sem os agrotóxicos que os matam todo dia.

Formalização como essa do Ministério da Agricultura, mostra cada vez mais os direcionamentos do Estado capitalista em enriquecer a qualquer custo os bolsos dos empresários à custa da classe trabalhadora, fazendo com que esta sofra as consequências do seu enriquecimento e permanência de seus privilégios. O que inclui as intenções do governo de extrema-direita do Bolsonaro, que dentre os seus ataques quer aprovar a Reforma da Previdência, a qual fará com que os trabalhadores trabalhem até morrer.




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