ABSURDO

Governador do DF quer flexibilizar quarentena para clubes de milionários

Enquanto milhares de trabalhadoras e trabalhadores da saúde estão na linha de frente, expondo suas vidas, dando o suor e o sangue e, por vezes, morrendo no combate ao COVID-19 - o Governo do DF, Ibaneis Rocha, está mais preocupado em flexibilizar a quarentena, em especial o acesso a marinas de clubes na orla.

quarta-feira 22 de abril| Edição do dia

De acordo com matéria publicada pelo jornal Metrópoles, “...ficam liberados o funcionamento dos barcos e a manutenção dos veículos, mesmo durante o período de necessidade de isolamento social. A medida considera toda a cadeia produtiva do segmento de veículos automotores, incluindo barcos.” Mas é disso que o milionário Ibaneis quer saber: a manutenção dos barcos dos mais ricos, dos abastados da capital federal - que a classe trabalhadora se contente com a falta de testes, com demissões, com migalhas - o que importa é que quando acabar a pandemia, Ibaneis terá os barcos de seus comparsas bem cuidados. E não nos esqueçamos: Ibaneis tem duas embarcações milionárias em sua declaração de patrimônio das últimas eleições - e a mais cara está em torno de R$400 mil!

É preciso identificar também um aspecto fundamental: a quarentena da qual Ibaneis tanto se gabava algumas semanas atrás é irracional - se não há testes massivos, gratuitos, para todos, ora então não tem como saber quem está doente e quem não está para fazer a quarentena. Basta mandar uma parcela das pessoas para casa enquanto uma quantidade muito alta de trabalhadores está dando a vida dia após dia nos hospitais, nas farmácias, nos supermercados; enquanto muitos estão vivendo à beira da fome, do desemprego; enquanto tudo isso acontece, o importante é liberar a festa para a burguesia do DF, para os servidores públicos mais ricos, para os amiguinhos do Ibaneis! Está mais que na cara: o GDF não pode e não irá resolver a crise sanitária de maneira eficiente, sem que a classe trabalhadora morre aos milhares jogados ao relento.

Nessa medida, é mais que necessário testes massivos para todos, não 100 mil, não 3% da população - todas as 3 milhões de pessoas devem ter acesso garantido ao teste! E não para por aí, apenas a classe trabalhadora pode assumir essas responsabilidades, levá-las até o final e esmagar a crise sanitária, econômica e política: é preciso dizer fora Bolsonaro, militares e golpistas com uma Assembleia Constituinte livre e soberana - pela auto-organização das trabalhadoras e trabalhadores desde seus locais de trabalho, formando comitês de auto-defesa operária, seja no combate ao vírus, seja aos desmandos dos patrões. Basta da burguesia nos dizer o que fazer, viva a força da classe trabalhadora do DF e entorno!




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