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Alianças entre golpistas | Golpistas do PSB buscam aliança com líder do governo Bolsonaro para 2022

O PSB, partido golpista do governador de Pernambuco Paulo Câmara, responsável político pela repressão ao ato do 29 de Maio contra o governo assassino de Bolsonaro e com o qual Lula e o PT vem buscando costurar acordos também de cara às eleições do ano que vem, está buscando fazer alianças com o líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho do MDB.

Cristina SantosRecife | @crisantosss

quarta-feira 21 de julho | Edição do dia

Foto: Instagram João Campos

O estado de Pernambuco é governado pelo PSB, agora já no segundo mandato de Paulo Câmara, em coligação com o PCdoB, com a vice-governadora Luciana Santos.

No mês passado, João Campos, prefeito da cidade do Recife também pelo PSB, publicou nas suas redes sociais uma foto ao lado de Fernando Bezerra Coelho, sinalizando já naquele momento uma aproximação com o líder do governo Bolsonaro no Senado e também um dos mais fervorosos defensores de Bolsonaro.

Os mal nomeados “socialistas” pela mídia burguesa do estado de Pernambuco, não escondem de ninguém que de socialistas não têm nada: são um partido burguês que governa para seus capitalistas de plantão.

Até mesmo sua oposição ao bolsonarismo é relativa, visto que buscam alianças com o líder do governo mesmo. O MDB já faz parte da base de apoio estadual e municipal do PSB, mas há um movimento interno dentro do partido para lançarem uma candidatura ao governo do Estado e um dos nomes é justamente o do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, filho de Fernando Bezerra Coelho, senador líder do governo Bolsonaro. Portanto, o movimento de aproximação responde aos interesses eleitorais do PSB. O mesmo PSB, que ano passado fez uma campanha se usando dos métodos bolsonaristas de fake news nas eleições municipais. Só fica evidente que para garantir seus objetivos eleitorais o PSB está disposto a se aliar com qualquer nome de extrema direita e de inclusive utilizar seus métodos.

Também é importante colocar que o PSB e Fernando Bezerra votaram juntos várias pautas, como por exemplo o impeachment de 2016 e a PEC do teto de gastos. Além disso, ainda que tenha sido contra a posição oficial do partido, muitos dos seus deputados votaram a favor da reforma trabalhista e da previdência, assim como o líder do governo Bolsonaro no Senado.

Para complementar, recentemente, João Campos atacou os trabalhadores do funcionalismo do Recife, passando uma reforma da previdência que deixou até mesmo Paulo Guedes com inveja. Itens que acabaram entrando na reforma federal como a contribuição progressiva, foram deixados de fora na versão municipal de João Campos, resultando que os servidores da cidade se aposentarão mais tarde e com aposentadoria menor. Reforma essa que inclusive representou uma verdadeira trairagem ao seu eleitorado, já que durante a campanha o então candidato disse que era contrário à mesma.

Obviamente a aprovação a toque de caixa aconteceu tanto porque o PSB possui maioria de vereadores em uma câmara recheada de golpistas e também estão ávidos por mostrar serviço para a burguesia, tanto para aparecerem como opção viável na busca de uma terceira via, quanto para conseguir galgar posições em um eventual governo Lula, que também vem buscando costurar acordos com o PSB.

Para a classe trabalhadora e os setores oprimidos, vai ficando cada vez mais nítido que os representantes dos partidos da burguesia não podem nos representar, pois nossos interesses são opostos. Enquanto todo trabalhador sonha com um trabalho formal, com direitos, eles desmontam as já limitadas leis trabalhistas; enquanto sonhamos em nos aposentar e viver dignamente nossos últimos anos de vida, eles aplicam reformas para nos fazer trabalhar literalmente até morrer.

É urgente defender uma política que coloque nas mãos da classe trabalhadora e setores oprimidos, que somos a maioria, as decisões sobre os rumos do país, pois as dimensões da crise política, econômica e social no país exigem que a classe trabalhadora entre em cena de forma organizada, com seus métodos de luta.

Por isso viemos defendendo desde o Esquerda Diário e o Movimento Revolucionário de Trabalhadores a necessidade de construir uma Greve Geral para derrotar Bolsonaro, Mourão e todos os ataques sobre as condições de vida da nossa classe, construída em aliança com todos os demais setores oprimidos da nossa sociedade, como por exemplo a população LGBTQI+s, que no estado de Pernambuco vem sofrendo ataques recorrentes de transfobia e diversos episódios de transfeminicídio, onde somente no último mês tivemos 3 casos fatais e diversos casos de violência.

Por essa razão, para derrotar Bolsonaro, Mourão e os ataques, o caminho não pode ser a busca de aliança com os setores que estão lado a lado com o governo na hora de descarregar a crise nas nossas costas. Ao contrário de setores da esquerda como Psol, PSTU, PCB, UP que dividiram palanque com a direita liberal de Joice Hasselman e Kim Kataguiri para pedir por impeachment junto aos conciliadores do PT e PCdoB, e partidos burgueses e golpistas como PSB, PDT e Rede, defendemos que nossa unidade precisa ser junto com a classe trabalhadora e oprimidos, com total independência de classe.

A defesa de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, imposta a partir da nossa mobilização se dá no marco da defesa de uma política que coloque as decisões nas mãos das massas trabalhadoras e pobres; que diferentemente de uma eleição, onde poderia mudar o presidente, mas seguiria todo esse regime golpista e congresso repleto de reacionários, poderíamos inverter as prioridades e colocar na ordem no dia as nossas demandas, mudando todas as regras do jogo, e não apenas os jogadores.

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