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Absurdo | Gol impede folga no Natal ou Ano Novo de trabalhadores que deram atestado no último semestre

Enquanto a Gol aumenta seu capital a partir de investimentos milionários e compras de outras empresas, o assédio moral impera sobre seus funcionários que poderão não ser liberados para as datas comemorativas de fim de ano como Natal e Ano Novo, caso tenham pego alguma dispensa por atestado médico nos últimos 6 meses.

quinta-feira 25 de novembro | Edição do dia

IMAGEM: JOYCE ROCHA/JC

Em meio a deflagração da greve de aeronautas de diversas companhias aéreas do país, frente a diversos ataques em relação ao CCT, como cortes no auxílio refeição, além de um não reajuste salarial por 2 anos, culminando na diminuição do poder de comprar em 15% por parte da categoria, as empresas seguem protagonizando posturas escandalosas acerca das condições de trabalho de seus funcionários.

Recebemos denúncia anônima pelo Esquerda Diário de que a empresa “Gol Linhas Aéreas Inteligentes” impôs para que os funcionários que, se tivessem tirado algum atestado médico nos últimos seis meses para não irem ao trabalho, não seriam liberados nos dias do Natal nem do Ano Novo.

Essa situação absurda já vem despertando uma imensa indignação, sobretudo a casos de funcionários que não tiveram nenhuma falta em anos, mas que adoeceram neste último período, frente a uma pandemia histórica que atingiu diversos trabalhadores, sobretudo nos aeroportos, e agora sequer vão ter o direito de passarem por essas datas comemorativas com suas famílias em meio a uma situação extremamente difícil de crise em diversos sentidos.

Este exemplo demonstra o profundo nível de assédio moral que trafega entre as companhias do ramo sob seus funcionários, algo que também se vincula com a postura totalmente permissível das mesmas em relação a eventuais ameaças e agressões que eles passam cotidianamente por parte de passageiros que eventualmente tomam este tipo de postura, mas que não há nenhum suporte por parte das empresas em casos deste tipo.

Essa situação também indica como essas empresas, depois de aplicarem ataques como retiradas de direitos e demissões em massa, seguem lucrando e aumentando seu patrimônio, não só através de compras e investimentos, mas também de uma carga de exploração e um regime de trabalho totalmente odioso aos seus próprios funcionários.

Saiba Mais: Por trás da recuperação das Cias Aéreas está a exploração do trabalho

Afinal de contas, enquanto a Gol impõe essa situação, a mesma recentemente adquiriu um investimento bilionário de R$ 1 bi por parte da American Airlines devido a um acordo codeshare exclusivo. Dessa forma, a empresa americana investirá US$ 200 milhões em 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, obtendo uma participação de 5,2% na companhia brasileira. Além disso, a empresa também protagonizou compras importantes de outras empresas como a MAP Linhas Aéreas, da Voepas, numa transição de R$ 27,8 milhões, sem considerar outros valores e compromissos financeiros levantados a partir da compra.

Este cenário totalmente injusto e intolerável vem despertando respostas por parte dos trabalhadores e, não à toa, os aeronautas dessa empresa e tantas outras deflagraram uma greve na última quarta-feira (24), em busca de seus direitos que são totalmente legítimos. Trata-se de um exemplo e de um ponto de apoio não só para outras categorias que operam nos aeroportos e que estão à mercê da ganância dessas patronais, como também do conjunto da classe trabalhadora que também vem pagando duramente pela crise e pela pandemia.

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