Sociedade

Fruto da política de Bolsonaro, 52,9% dos internados em UTIs covid no SUS morrem

O período de internação pela covid-19 é maior na UTI pública. Nessas unidades, 54,2% ficam mais de sete dias. O índice é de 48,6% no privado. No geral, o tempo médio de permanência é de 12,6 dias.

quinta-feira 1º de abril| Edição do dia

Foto: Felipe Dana/AP

Segundo dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), um a cada três pacientes de coronavírus (36,6%) morreu após precisar ser internado na UTI durante a pandemia. Proporcionalmente, a mortalidade é maior na rede pública, com taxa de 52,9%, conforme o levantamento. Já nos hospitais privados, o índice de óbitos é de 29,7%.

As informações sobre a mortalidade nos leitos de terapia intensiva constam da plataforma UTIs Brasileiras, que reúne dados de 652 hospitais, o equivalente a cerca de 25% das unidades de terapias intensivas no País. São 403 unidades da rede privada e 249 da pública, que correspondem a 20.865 leitos.

Para Ederlon Rezende, membro do Conselho Consultivo, ex-presidente da Amib e coordenador da plataforma, o fato de a rede pública estar recebendo doentes em situação mais aguda ajuda a entender a diferença entre as taxas de mortalidade.

"Quando há fila para conseguir uma vaga na UTI, especialmente agora com o sistema colapsado, o paciente chega com o quadro agravado (...) Isso compromete o desfecho, aumentando o risco de morrer."

Essa situação de calamidade, com mais de 320 mil mortes, é fruto da gestão de Bolsonaro, seus ministros, e dos governadores que pouco fizeram pra que não chegássemos nessas condições. Ao invés de garantir leitos, testes suficientes ou condições para que as pessoas possam ter uma quarentena racional, com um auxílio emergencial que realmente dê para sustentar uma família, Bolsonaro priorizou seus privilégios e dos militares, com férias que custou mais 2 milhões de reais e banquetes para sua cúpula.

Com informações da Agência do Estado

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