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França: 51 dias de greve e nova jornada de mobilizações

Neste 24 de janeiro será apresentada a lei de reforma das previdências no Conselho de Ministros do governo. Nova jornada nacional de mobilizações, no 51º dia da greve geral do transporte.

sexta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

Enquanto cresce o rechaço a Macron, as ações para denunciar a política conciliadora do dirigente da central sindical CFDT, Laurent Berger, se multiplicam, que tenta desativar o movimento.

A vanguarda de luta dos ferroviários e dos trabalhadores do transporte segue firme, apesar das direções sindicais majoritárias não proporem medidas para generalizar a greve, quando se completam 51 dias da greve geral. Alguns setores privados começam a se contagiar pela greve.

Açõs para cortar o vice-ministro de energia e fechar o centros de tratamento de resíduos, ocupação dos trabalhadores da maior central hidroelétrica da França, bloqueios das escolas pelos estudantes secundaristas e professores para que as provas sejam canceladas. As ações, dirigidas a lugares simbólicos ou economicamente estratégicos, estão se multiplicando no país enquanto muitos trabalhadores começam seu 51º dia de greve.

Enquanto isso, o apoio da opinião pública não caiu. Segundo algumas pesquisas, 61% dos entrevistados se declara agora a favor da retirada total da reforma da previdência.

Acompanhe a jornada de hoje, com correspondentes dos piquetes e das manifestações, na rede internacional de jornais Esquerda Diário, através da nossa mídia francesa, Revolutión Permanente.

16:40 Universidades parisienses aderem ao movimento

Embora trabalhadores e estudantes universitários tenham demorado1 a aderir ao movimento contra a reforma da previdência, nesta sexta-feira eles se mostraram de maneira promissora. Em Paris, esperava-se a chegada de delegações das principais faculdades e centros de ensino superior.

Desde cedo mil professores e alunos já estavam presentes nas colunas sindicais. A luta contra a precarização laboral e o desemprego se junta à luta contra a reforma da previdência.

16:00 Trabalhadores votam em greve em três centros de incineração de resíduos

No âmbito do dia da mobilização nacional, os trabalhadores da empresa de incineração de resíduos na região metropolitana de Paris (Ile-de-France) votaram a favor de uma greve em seus 3 centros operacionais.

Na noite de quinta-feira, os três centros de incineração de resíduos na região de Paris estrão fechados.

15:00 50.000 pessoas se manifestam em Le Havre

Na cidade portuária de Le Havre, mais de 50.000 pessoas se mobilizaram em 24 de janeiro, segundo a CGT, no dia do protesto e da greve contra a reforma da previdência.

Ainda no início da manhã, uma assembleia geral da Educação Nacional foi realizada antes do início do evento. Em um anfiteatro cheio até o topo, professores e profissionais da educação reafirmaram seu compromisso com a greve, votando por maioria esmagadora por um dia de greve e bloqueios na quarta-feira, 29 de janeiro.

14:30 Os manifestantes da CFDT contra a burocracia sindical conciliatória

Um momento emocional foi vivido esta tarde, quando os manifestantes afiliados à central sindical CFDT estiveram presentes na mobilização. O CFDT e seu secretário-geral Laurent Berger estão comprometidos com o governo de Macron na aprovação da reforma da previdência e nunca convocaram seus trabalhadores para a greve. No entanto, em alguns lugares, eles fizeram uma greve por conta própria e também participam das mobilizações.

Isso foi demonstrado nesta sexta-feira, quando eles chegaram com uma coluna cantando "Estamos aqui, estamos aqui, embora Berger não queira, a base está aqui".

A CFDT está golpeada e desacreditada por sua posição conciliadora com o governo e, na última semana, sofreu duas manifestações contra essas posições. A primeira na última sexta-feira, quando um grupo de grevistas ferroviários (SNCF) e transporte metropolitano (RATP) entrou na sede do sindicato para repudiar a política de Berger, e novamente na segunda-feira quando trabalhadores de eletricidade pertencentes à CGT cortaram a luz do prédio do sindicato.

14:00 Participação massiva dos estudantes nas manifestações de hoje na França, em apoio à greve geral dos trabalhadores dos transportes e de outros setores, contra a reforma da previdência que Macron quer impor. Homa, militante do Pão e Rosas e Revolução Permanente, informa de Paris.

13:20 Sensível homenagem dos grevistas em Paris aos jovens mortos pela polícia, como Adama Traore.

13:00 Relatório especial de Toulouse. Novos setores se somam à greve!

12:40. Reportagem ao vivo da manifestação em Paris, de Alejandra Gómez, correspondente do Esquerda Diário.

"Macron está se tornando hoje em dia o presidente mais odiado do regime da V República da França".

12:15 O bloco unificado e combativo de ferrovias, ônibus e metrô na manifestação no centro de Paris. "Não estamos cansados, essa luta continua."

12:00. A Torre Eiffel fechada pela greve!

"O número de trabalhadores em campo não nos permite receber visitantes em condições ótimas de segurança e recepção”, diz o comunicado de imprensa, publicado na manhã desta sexta-feira pela administração da atração turística mais visitada do mundo.

É a terceira vez desde o dia 5 de dezembro, data do início da histórica mobilização contra a reforma da previdência de Macron-Philippe, que a atração turística, com 37.000 visitantes por dia, é fechado pela greve dos trabalhadores.

11:30. Começam as manifestações em Toulouse, Montpellier e outras cidades.

11:00. Começam as manifestações. Os estudantes secundaristas chegam na Praça da República em Paris.

Pode te interessar: Ideias de Esquerda - Edição especial sobre a França




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