Educação

SÃO BERNARDO

Estudantes se solidarizam às trabalhadoras da limpeza em São Bernardo no ABC paulista

Os estudantes da E. E. João Batista Bernardes de São Bernardo realizaram um ato em solidariedade às trabalhadoras terceirizadas responsáveis pela limpeza da escola que estão novamente com os salários atrasados.

segunda-feira 20 de junho de 2016| Edição do dia

Os estudantes do ensino médio e fundamental da escola realizaram o protesto em frente à escola na manhã desta sexta-feira (17/06), paralisando as atividades, por volta da 7h da manhã. A EE João Batista que foi uma das escolas ocupadas pelos estudantes em 2015 contra o projeto de reorganização escolar de Alckmin, hoje luta pelo pagamento dos salários de suas trabalhadoras e também por ensino de qualidade, tendo em vista a situação crítica que a escola se encontra.

Como forma de reivindicar o pagamento dos salários, as trabalhadoras não estão mais limpando a escola e os próprios alunos estão realizando a limpeza de algumas partes da escola. Uma trabalhadora aponta: “Só voltaremos a limpar quando recebermos nossos salários. Não estamos trabalhando de graça. É todo mês a mesma coisa”, relatou uma trabalhadora que colocou também que há pelo menos cinco meses o atraso está acontecendo. “O pior é que isso (atraso) não vem de hoje. Estou com medo de ficar sem o trabalho. Eu tenho minhas contas pra pagar, isso não é justo”, completou.

Segundo a empresa terceirizada Top Service, o atraso nos pagamentos ocorre por falta de repasse do governo do Estado e o governo aponta que toda empresa deve ter saúde financeira por 3 meses.

Neste jogo nefasto de empurra-empurra entre a Top Service e governo Alckmin quem sofre são as trabalhadoras, que não receberam salário, além dos professores, estudantes e a comunidade escolar como um todo. Tendo como fator agravante o frio que vem atingindo fortemente o Estado de São Paulo e que torna trabalhos com o da limpeza ainda mais árduo, felizmente as trabalhadoras podem contar com a solidariedade dos estudantes. Estudantes estes que também vêm sofrendo com a situação de completo abandono na EE João Batista, condição comum de muitas escolas estaduais do ABC, do Estado de São Paulo e do país.

É fundamental cercar de solidariedade às trabalhadoras da limpeza da EE João Batista de São Bernardo, para que recebam imediatamente o pagamento por seu trabalho, nos unindo aos estudantes que já se colocam nesta perspectiva.

E com isso seguirmos na batalha pela efetivação dos trabalhadores terceirizados, da limpeza ou da merenda, nas escolas, universidades e demais locais de trabalho para que recebam todos os direitos de um trabalhador efetivo pelo serviço que já cumprem como tal.




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