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USP | Estudantes da USP fazem ato pelo retorno seguro e em apoio aos trabalhadores do bandejão

Dezenas de estudantes de diversos cursos da USP fizeram uma manifestação na Cidade Universitária, passando pelo Bandejão Central, que segue em greve, e indo até a Reitoria. A manifestação demandava o retorno presencial e seguro das aulas, e apoiou a luta dos trabalhadores do bandejão em defesa de segurança sanitária.

quarta-feira 23 de fevereiro | Edição do dia

O ato começou no Portão 1 da Cidade Universitária e, por iniciativa da Faísca, seguiu para o Bandejão Central prestar apoio aos trabalhadores, que estão em greve há mais de 40 dias por condições de segurança sanitária. Trabalhadores em greve do bandejão se somaram ao ato, que foi até a Reitoria.

Leia mais: Indignante: USP segue ignorando reivindicações dos trabalhadores diante do surto de covid-19 no bandejão

Em frente a Reitoria, foi aberto espaço para falas das entidades e das pessoas presentes. Calouros e veteranos ressaltaram a importância do retorno presencial, mas exigiram também que fossem tomadas medidas de segurança, como impedir a superlotação de salas, com a contratação de professores e a abertura de novas, a distribuição de máscaras PFF2, testes gratuitos, ampliação da frotas dos circulares, e a melhora da permanência estudantil, com reajuste das bolsas para 1 salário mínimo.

Nalva, trabalhadora em greve do Bandejão Central, fez uma fala agradecendo o apoio dos estudantes a luta deles, e agradecendo em especial a Juventude Faísca, que vai diariamente ao bandejão prestar apoio a esta luta.

Em suas falas no ato, Lara e Stephanie, da Juventude Faísca, ressaltaram a importância da luta do bandejão, chamando as entidades estudantis a se fazerem presentes no apoio ao bandejão, e a importância de que sejam os estudantes trabalhadores e professores, auto organizados, que possam decidir como será o retorno, ao contrário da atual imposição da Reitoria, que não garante condições seguras.

A Faísca defendeu ainda que o DCE e os CAs convoquem assembleias para que os estudantes possam definir suas reivindicações, e para organizar a luta pelo retorno seguro, com novos atos e mobilizações. No ato, foi aprovada uma moção exigindo ao DCE que convoque uma assembleia geral dos estudantes.

No entanto, o Movimento Correnteza afirmou que, caso o DCE não convoque uma assembleia, os CAs podem convocar. Isto representa uma tentativa de paralelismo que não contribui para a auto organização dos estudantes, e que termina não dando o devido combate com a burocracia do PT e da UJS que dirige o DCE da USP, e que atua para manter o movimento estudantil paralisado.

É papel do DCE, enquanto entidade representativa, colocar suas centenas de diretores, na capital e no interior, para organizar uma forte assembleia geral para organizar os estudantes. É fundamental também que os CAs convoquem assembleias de curso. No entanto, nem o DCE, dirigido pelo PT e UJS, nem CAs dirigidos pela Oposição de Esquerda, como o Ceupes e o CAHIS, tem buscado esta política para fortalecer a organização dos estudantes.

Veja abaixo vídeo com as falas de Lara, da Faísca, e de Nalva, trabalhadora do Bandejão Central




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