Política

A CULPA É DE WITZEL, CRIVELLA E BOLSONARO

Estado do Rio ultrapassa a China com mais de 5 mil mortes por covid-19

Rio ultrapassa os países mais populosos do mundo no número de mortes. A marca chega em meio a um escândalo de corrupção na saúde que chegou até Wilson Witzel, o atraso generalizado dos hospitais de campanha, as filas nos hospitais e o atraso de salário aos profissionais da linha de frente.

sexta-feira 29 de maio| Edição do dia

Imagem: ROBERTO MOREYRA / Agência O Globo

O Estado do Rio de Janeiro registrou 223 mortes por covid-19 e 3.067 novos casos da doença no período de 24 horas, segundo boletim divulgado na noite desta sexta-feira (29) pela secretaria estadual de Saúde. O Estado rompeu a marca das 5.000 mortes, chegando a 5.079.

O número oficial de casos se aproxima de 48 mil e, nesse ritmo, deve chega a 50 mil ainda amanhã: são 47.953 até agora. O recorde diário de mortes é de 256 mortes, registrado na última terça-feira (26). O Estado de São Paulo, que nesta sexta-feira confirmou mais 295 mortes e 5.691 casos de covid-19 em 24 horas, ultrapassou os 100 mil casos, chegando a 101.556, e tem 7.275 mortes.

O governo Wilson Witzel e de Crivella ceifam a vida dos mais pobres e negros no Rio, sem garantir nem mesmo o básico para o tratamento. Adotaram a espera passiva por materiais vindo de fora do país, mesmo o estado do Rio tendo mais de 20 mil indústrias.

A fortuna de Mario Peixoto, Paulo Melo e os capangas que saquearam a saúde do Rio precisa ser expropriada para financiar o combate a pandemia imediatamente. Além disso, todas as grandes fortunas do Rio, advindas do suor da classe trabalhadora, precisam ser taxadas para financiar os materiais em falta na saúde do Rio, em pleno colapso.

No Rio, 1.315 mortes estão sendo investigadas, sob suspeita de terem sido causadas pela covid-19. Os 5.079 mortos no Estado do Rio se distribuem pelo Rio de Janeiro (3.430), Duque de Caxias (235), Nova Iguaçu (165), São Gonçalo (142), Niterói (102), Belford Roxo (96), Magé (89), São João de Meriti (81), Itaboraí (75), Mesquita (54), Itaguaí (44), Petrópolis (42), Nilópolis (36), Volta Redonda (35), Angra dos Reis (30), Maricá (29), Araruama (26), Teresópolis (26), Campos dos Goytacazes (26), Macaé (24), Nova Friburgo (19), Guapimirim (18), Cabo Frio (17), Rio das Ostras (16), Barra do Piraí (15), Tanguá (15), Queimados (14), Barra Mansa (13), Paracambi (13), Iguaba Grande (12), Resende (12), Rio Bonito (11), Saquarema (10), Cachoeiras de Macacu (10), Japeri (8), Casimiro de Abreu (6), Mangaratiba (6), Seropédica (6), Vassouras (6), São Francisco de Itabapoana (5), Paraíba do Sul (4), Paty do Alferes (4), São João da Barra (4), São Pedro da Aldeia (4), Sapucaia (4), Silva Jardim (4), Valença (4), Arraial do Cabo (4), Piraí (4), Italva (3), Itaocara (3), Paraty (3), Bom Jardim (2), Bom Jesus de Itabapoana (2), Engenheiro Paulo de Frontin (2), Armação de Búzios (1), Cantagalo (1), Carapebus (1), Mendes (1), Miguel Pereira (1), Natividade (1), Santo Antônio de Pádua (1) e Três Rios (1). Os dez municípios com maior número de casos são a capital (27.311), Niterói (2.747), Nova Iguaçu (1.453), Duque de Caxias (1.358), São Gonçalo (1 245), Itaboraí (1.061), Queimados (961), São João de Meriti (836), Macaé (720) e Angra dos Reis (685).

Witzel e Crivella não dão atenção para as iniciativas nas universidades, não reestruturam o parque produtivo disponível, não estatizam os leitos privados, ao mesmo tempo em que não garantem EPI´s nos hospitais. As medidas que demonstram que não se tratam de alternativas ao terrível negacionismo de Bolsonaro. Não dão condições de tratamento, além do isolamento social só ter se efetivado nos setores que puderam parar de trabalhar.

Nessa urgência, para combater essa realidade, seria essencial a estatização dos hospitais privados e centralização do sistema de saúde de forma 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, e testes massivos para a população. Além da reestruturação das fábricas disponíveis com comando dos próprios operários envolvidos na produção.




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