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Nota | Esclarecimento sobre nossa crítica ao lançamento da candidatura do Capitão Vinícius

quinta-feira 26 de maio | Edição do dia

Nesta nota fazemos um esclarecimento sobre a nossa crítica ao lançamento da candidatura do Capitão Vinícius em atividade organizada pelo PSTU e pelo grupo Revolução Brasileira como parte do Polo Socialista Revolucionário. Fazemos essa consideração a partir de um questionamento feito pelos companheiros do PSTU na última reunião da Coordenação Nacional do Polo Socialista Revolucionário sobre nossa crítica ao lançamento onde em nota dissemos sobre a denúncia da repressão policial: “(...) A candidatura do Capitão Vinicius Souza sequer isso expressa. Já apontamos esses pontos no artigo sobre o Manifesto de lançamento da candidatura do Capitão, que tinha o problema importante de sequer denunciar a violência policial, e isso se expressou novamente no lançamento da candidatura. Nem mesmo a intervenção da companheira Vera Lúcia ou do pré-candidato a senador pelo PSTU, Filipe Skiter, denunciaram essa questão”.

Esclarecemos que a definição de que a intervenção da companheira Vera Lúcia não denunciou a repressão policial é incorreta, uma vez que os companheiros destacaram que no minuto 47 a companheira diz “(...) quando a gente fala das vítimas da violência (...) mas também da polícia nós vamos encontrar as negras e os negros” em sua intervenção de quase 20 minutos no lançamento. Entretanto o Manifesto de lançamento da candidatura do Capitão Vinicius e a intervenção do próprio Capitão Vinicius no evento de lançamento não denunciam o caráter de classe e a violência da instituição policial o que dá razão ao que viemos dizendo na Coordenação Nacional do Polo Socialista Revolucionário de que o Polo não deve ter candidaturas policiais, menos ainda de um Capitão cuja trajetória política passou por ser candidato pela Rede e pelo Patriota, dois partidos burgueses. Em nossa visão a intervenção dos companheiros do PSTU no lançamento esteve aquém do que eles mesmos tem defendido como programa sobre essa questão em sua contribuição programática ao Polo: “Os trabalhadores e a juventude devem defender as liberdades democráticas contra todas as tentativas de repressão das lutas. Denunciamos e exigimos a punição dos crimes cometidos contra a população por membros de forças policiais e militares. Defendemos o desmantelamento completo de todo o aparato repressivo contra o povo e a revogação das leis repressivas”.

O PSR em nossa visão tem o desafio de se apresentar como alternativa de independência de classe no combate contra a extrema direita, o bolsonarismo e os ataques neoliberais. Para cumprir este papel como PSR, o conteúdo das candidaturas e o seu caráter de classe deveriam ser consequentes com uma política de conteúdo classista e defesa dos setores mais explorados e oprimidos, dentro da qual é elementar, por exemplo, a denúncia da repressão policial do Estado.

Nesse sentido, apesar de que sabemos que há divergência no PSR em relação a como lidar com a questão da polícia e as candidaturas policiais, em carta que apresentamos ao PSR “frisamos que devemos ter uma base comum de que qualquer candidatura tem que fazer a denúncia da violência policial racista. E neste ponto também é o caso das candidaturas do Polo que têm mais visibilidade (executivas) terem o cuidado de expressar que sobre a polícia há diferentes opiniões no PSR”.




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