Mundo Operário

II CONGRESSO CSP-CONLUTAS

Entrevista com Mancha, direto do II Congresso da CSP Conlutas

sábado 6 de junho de 2015| Edição do dia

Da redação.

Esquerda Diário: Mancha, qual é a avaliação que você faz das discussões e do II Congresso da CSP Conlutas até esse terceiro dia?

Mancha: Primeiro, que esse Congresso é bastante participativo e cresceu bastante do último congresso para esse, em nível de maior representação e está com uma bancada de trabalhadores, com uma parcela majoritária de trabalhadores de base, trabalhadores que não são dirigentes sindicais, pessoas que estão trabalhando, de base e isso tem dado uma qualidade nova, uma qualidade diferente para o Congresso – uma grande participação expressando um crescimento orgânico e o crescimento político que teve a Central nos últimos anos. Então, estamos com um Congresso bastante participativo e bastante politizado.

ED: E como você acha que esse setor de base tem que definir os rumos das lutas que estão acontecendo, como por exemplo, as greves da educação, na medida em que várias estruturas sindicais já estão burocratizadas? Como fazer valer esses setores de base nas lutas reais que estão acontecendo agora?

Mancha: Então, a CSP Conlutas tem uma participação importante nas greves que estão ocorrendo nesse momento, nas greves dos professores estaduais, nas greves dos professores federais, do ANDES e também tem uma expressiva participação de trabalhadores da educação aqui no Congresso. E esses trabalhadores estão se reunindo, agora a tarde haverá reunião dos grupos, terá também o grupo da educação para poder desde a base impulsionar a organização das mobilizações e buscando unificar esse movimento. Primeiro buscar unificar o movimento internamente da Conlutas, fazer uma coordenação interna e a partir disso também, incidir sobre os sindicatos governistas que não levam a luta até o fim, então, esse papel é muito importante de articulação interna e externa das oposições sindicais.

ED: Considerando a greve dos professores de SP e as de várias outras regiões que estão ocorrendo agora, com fenômeno de comando de greve, de novo ativismo que se expressou, como você acha que eles podem se organizar para mudar os sindicatos, como a APEOESP, que está nas mãos da CUT, qual peso eles tem que ter para cumprir esse papel?

Mancha: Acho que o primeiro peso que tem que ter é um plano de lutas, um plano de lutas que unifique as lutas dessas diversas categorias, porque o ajuste que está sendo aplicado no país é um ajuste que atinge a todos, que ele não está restrito às MP’s que foram aprovadas, mas um corte profundo na educação, no saneamento, e isso vai fazer com que haja uma resistência bastante grande. Essas greves que estão ocorrendo são apenas o início desse processo, então é necessário generalizar, unificar, e uma ampla participação da base, através de comandos de base dos sindicatos, onde o sindicato não impulsionar a luta, fazer oposições sindicais sempre com ampla participação da base e fazer exigência aos sindicatos de assembleias democráticas comandas pela base.

ED: Saindo do II Congresso da CSP Conlutas, quais são as tarefas para os trabalhadores que estão aqui realizarem?

Mancha: Olha, a tarefa fundamental que fica depois do Congresso é primeiro, unificar as lutas e as mobilizações que estão em curso e depois, preparar através dessa unificação das lutas, um amplo movimento que exija das centrais sindicais a convocação de uma greve geral, porque os ataques serão muito profundos, existe uma onda de demissões ocorrendo agora no país, existe o ajuste fiscal e existe uma crise econômica que querem descarregar nas costas dos trabalhadores. Então, a tarefa fundamental é ter uma resposta unificada de todo o movimento operário e de todo o movimento popular e do movimento estudantil que também nesse momento está fazendo seu Congresso da ANEL. Então, essa tarefa que sai para os delegados é fazer esse amplo movimento para exigir das centrais sindicais a convocação de uma greve geral e a CSP Conlutas também já ir preparando desde já essa greve pela base.




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