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Pesquisa nas federais | Enquanto Bolsonaro e Congresso cortam bilhões das federais, UFRJ cria testes baratos de Covid

Cientistas da UFRJ criaram teste rápido e que custa apenas R$30, que sai em menos de uma hora. Pesquisas como estas mostram o absurdo dos ataques de Bolsonaro e o Congresso, que realizam cortes bilionários nas federais, inclusive com ameaça de fechamento da UFRJ. É necessário defender as universidades contra os ataques, para que elas estejam à serviço de salvar as vidas da classe trabalhadora, e não para garantir os lucros exorbitantes dos capitalistas, que especulam com as vidas em meio à pandemia.

quarta-feira 21 de julho | Edição do dia

Foto: Raphael Pizzino (Coordcom/UFRJ)

Na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), pesquisadores conseguiram desenvolver um teste rápido e de baixo custo, que é capaz de detectar o novo coronavírus (SARS-CoV-2) no organismo dos testados, através de amostras de saliva e secreção nasal. O teste custa apenas R$ 30 e sai em menos de uma hora.

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O teste foi nomeado Lamp-COVID-19, e foi desenvolvido por cientistas do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM/UFRJ) e do campus Duque de Caxias da UFRJ. Segundo a UFRJ teste consegue identificar pedaços de RNA do coronavírus e tem uma eficácia de 100% em comparação ao tradicional PCR. A universidade também afirmou que o exame pode ser realizado em lugares com pouca infraestrutura e o resultado é conferido a partir da cor exibida. Se a amostra ficar rosa, o resultado é negativo. Se ficar amarela, é positivo.

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Diante disso se demonstra ainda mais como é absurda a política de ataques contra as universidades levadas adiante por Bolsonaro, Mourão e os golpistas do Congresso, que têm se unido para realizar cortes bilionários nas universidades federais, colocando em risco o fechamento pelo país entre elas a UFRJ que abriga 9 hospitais universitários e unidades de saúde que estão na linha de frente contra o Covid-19.

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Pesquisas como essa demonstram como a universidade pública pode estar à serviço da classe trabalhadora e povo pobre, que são os que financiam as universidades, mas que não tem acesso às mesmas, devido ao filtro social do vestibular e às condições desiguais de estudo no Brasil, que privilegiam os ricos, que têm melhores condições para entrar nas universidades e se manterem. Tentam sucatear e precarizar as universidades para que cada vez mais a educação e o conhecimento científico estejam sendo controladas pelo sistema capitalista, que não tem interesse em desenvolver pesquisas para salvar vidas ou garantir o acesso gratuito à educação, mas apenas satisfazer cada vez mais a irracional e desumana sede de lucro da burguesia.

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Também se demonstra ainda mais como é absurda a política de ataques contra as universidades levadas adiante por Bolsonaro, Mourão e os golpistas do Congresso, que têm se unido para realizar cortes bilionários nas universidades federais, colocando em risco o fechamento pelo país entre elas a UFRJ que abriga 9 hospitais universitários e unidades de saúde que estão na linha de frente contra o Covid-19, além de estar realizando uma série de pesquisas para combater a pandemia.

É preciso lutar por uma universidade à serviço da classe trabalhadora e povo pobre, através do fim do vestibular, o fim do teto de gastos e a da dívida pública, com a estatização das universidades privadas, auto-gestionadas por estudantes, professores e trabalhadores, entre outras medidas, o que pode acontecer em um processo em que a classe trabalhadora imponha pela luta, por meio de uma Greve Geral uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana. Essa luta só pode ser levada adiante através da auto-organização de estudantes e trabalhadores, em assembleias de base, com voz e voto, como nós do Esquerda Diário viemos defendendo em uma série de textos e artigos.

EDITORIAL: Editorial MRT




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