CULTURA

Engenho mostra um pouco do que gosta: evento do Engenho Teatral apresenta Trupe Lona Preta

Evento realizado pelo grupo Engenho Teatral, durante o mês de julho, levará diversos grupos de teatros para apresentar suas peças em seu palco. Neste fim de semana, a Trupe Lona Preta irá apresentar: O Circo Bélico - Ordem dos Palhaços no Front.

sexta-feira 19 de julho| Edição do dia

Durante todo mês de julho o grupo de teatro Engenho Teatral, irá promover finais de semana com peças de grupos convidados em seu teatro circular localizado na Zona Leste de São Paulo, próximo ao metrô Carrão. Final de semana passada, o grupo recebeu a Companhia Antropofágica e sua peça Emergêncya. Neste final de semana, os palcos receberão a Trupe Lona Preta e sua peça: O Circo Bélico - Ordem dos Palhaços no Front.

Tema da peça

A peça mostra uma empresa que chega em um terreno para explorar o seu novo local de empreendimento. O cenário é de guerra e o investimento é um poço de petróleo. Os funcionários da petroleira são palhaços que batalham e seguem firmemente a ordem vigente. Entretanto, sonham e lutam pela paz.

O grupo teatral: Trupe Lona Preta

A Trupe Lona Preta, grupo de circo, teatro e música, surgiu em 2005 a partir da experiência em saraus e intervenções artísticas organizadas na zona oeste e sul da cidade de São Paulo, dialogando com associações de moradores, movimentos sociais e culturais da região.

É característica do trabalho da Trupe, grupo constituído por filhos de operários, a luta ao lado da classe trabalhadora. Essa condição se reflete em nossa elaboração estética, tanto na ausência de grandes cenários, ricas roupas e adereços, como na pesquisa da linguagem e do fazer popular. É a elaboração da experiência na precariedade e na simplicidade.

Precário, no sentido de não provir dos meios e condições adequados para a construção do trabalho. Essa contingência, entretanto, é combustível e material precioso das nossas elaborações estéticas (sem fazer aqui elogio da pobreza, na medida em que o grupo pensa que é a riqueza que deve ser dividida, distribuída e socializada).

Simples, que se diferencia de simplório, por conter o esforço de elaborar o real, este entendido como síntese de múltiplas determinações. Simplicidade, não barateamento, nem simplificação de ideias. O empenho está em encontrar cenas, situações, ações presentes, que tragam a potência de ser facilmente reconhecíveis (porque, do ponto de vista simbólico, não ignoram o imaginário popular construído e destruído pela indústria cultural) e, simultaneamente, evidenciem os elementos que revelam as contradições sufocadas no mar das ideologias (permanentemente repostas pela ordem vigente).

Assim, em suma, no processo do grupo mora o esforço de recolher os elementos de base histórica, materialista e dialética por um lado, e por outro, manter vivas as manifestações populares do palhaço de feira, do bufão, dos brinquedos de rua e vocabulário das praças públicas.

Entendendo que arte é apreensão crítica e sensível da realidade, levantamos nossa voz/corpo, com intuito de reelaborar o lixo cultural que é imposto goela abaixo, orelha adentro, olhos a fundo, tentando, na fricção com o público das regiões mais carentes, criar sentidos outros que não o da voz única do mercado que sumaria tudo numa geleia amorfa e fantasmagórica.

Programação​​​​​

​​​​Dias 20 e 21/07/2019
Sábado e Domingo às 19 horas
Duração: 50 minutos
Recomendado para todas as idades
GRÁTIS




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