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Enem ocorre neste fim de semana com questões censuradas por Bolsonaro e ataques à educação

terça-feira 29 de outubro| Edição do dia

No próximo domingo (3), o reacionário governo de Bolsonaro terá sua estreia na condução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e já começará censurando questões do exame. O jornal G1, obteve a informação diretamente do órgão responsável por elaborar a prova do Enem, via Lei de Acesso à Informação, de que questões consideradas polêmicas ou “de cunho ideológico” serão retiradas da prova de 2019.

Neste ano, a mando de Bolsonaro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), uma autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), criou uma comissão externa para analisar as questões do Enem. Segundo fontes ouvidas pelo G1, membros da comissão passaram cerca de duas semanas fazendo uma varredura de todas as questões do Banco Nacional de Itens (BNI), sistema que guarda todas as questões que podem cair no Enem. À época, os membros da comissão foram indicados pelo ex-ministro da educação de extrema direita, Ricardo Vélez Rodríguez, e pelo então presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues.

A comissão externa foi a solução encontrada pela equipe montada pelo novo governo federal para atender à solicitação do presidente de censurar questões polêmicas da prova e que são contrárias à sua ideologia reacionária. Pouco depois de ser eleito, Bolsonaro chegou a dizer que seu governo ’tomaria conhecimento’ da prova antes de o Enem ser impresso.

O atual ministro da Educação de Bolsonaro, Abraham Weintraub, reafirmou em 10 de outubro que um dos objetivos do Enem 2019 é "não criar polêmicas" e banir todas as questões que considerem “de cunho ideológico”, numa descarada ofensiva ideológica conservadora de sua parte. Em suas palavras, deveriam ficar de fora do exame questões que “discutam coisas de caráter que possam polemizar o ensino dos jovens e das crianças do Brasil.” Por outro lado, na realidade, Weintraub e Bolsonaro, atacam e sucateiam o ensino público e a ciência no Brasil, para entregar aos empresários, e alimentam o obscurantismo, perseguindo estudantes e professores.




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