Política

Em viagem aos EUA, Bolsonaro visita a CIA mostrando sua total submissão ao imperialismo

Na manhã dessa segunda-feira (18), Jair Bolsonaro foi a sede da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), em visita extraoficial. O evento não foi divulgado em sua agenda oficial e o período marcado como “agenda privada” do presidente. Junto a Bolsonaro estavam, Sergio Moro e seu filho Eduardo Bolsonaro.

segunda-feira 18 de março| Edição do dia

O encontro acabou por ser revelado para a mídia através do twitter de Eduardo Bolsonaro. O presidente foi acompanhado do superministro da Segurança e Justiça Sergio Moro, que já é bem conhecido pela CIA e outros orgãos americanos como o Departamento de Estado, onde foi treinado e aprendeu as táticas e procedimentos para aplicar a Lava Jato e aprofundar uma maior submissão brasileira ao imperialismo.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da presidência informou que a visita tinha como objetivo discutir a Inteligência Nacional, com propostas para fortalecer essa área no Brasil, pensando na importância do combate ao crime organizado e ao narcotráfico. Em discurso dado em um jantar na noite de domingo (17), Jair Bolsonaro disse que deseja um Brasil grande assim como Trump deseja um EUA grande, e que agora não era a hora de construir coisas para o povo e sim desconstruir muita coisa antes de começar a construir, isso sem especificar o que deseja destruir.

Mas não precisamos que o presidente diga o que deseja destruir para que nós saibamos. O governo Bolsonaro deseja destruir a vida dos trabalhadores, começando pela implementação da reforma trabalhista do golpista Temer, da carata branca para retirada de direitos básicos dos trabalhadores com a reforma da previdência, de acabar com a juventude negra e com a população pobre, através do pacote “anticrime” de Sérgio Moro. Bolsonaro pretende tirar da população as migalhas que lutamos muito para conseguir, para que nos paguemos pela crise capitalista e para que empresários, políticos e banqueiros mantenham seus privilégios. Para isso compactua com o que há de mais retrogrado na política nacional e internacional, buscando inclusive no solo norte-americano saídas cada vez mais reacionárias para os problemas com a segurança pública, que são reflexo direto da miséria capitalista.




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