Gênero e sexualidade

USP

Em meio ao bolsonarismo, Congresso dos trabalhadores da USP reafirma a luta pela legalização aborto

Nos dias 2, 3, 4 e 5 de setembro, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) organizou o 7º Congresso dos Funcionários da USP. Dentre as importantes resoluções discutidas e aprovadas, os delegados eleitos ali presentes votaram pela defesa do direito ao aborto legal, seguro e gratuito para acabar com as mortes de mulheres por abortos clandestinos.

sexta-feira 6 de setembro| Edição do dia

Um importante posicionamento foi tomado pelo 7º Congresso dos Funcionários da USP: a defesa do direito ao aborto legal seguro e gratuito. Em meio a um governo extremamente machista, misógino, racista e LGBTfófico, esse importante posicionamento político demonstra a importância dessa demanda num país onde mais de meio milhão de mulheres abortam todos os anos e mais de 1300 morrem.

Marília Lacerda, trabalhadora e delegada eleita pelo Hospital Universitário lembrou que não se tratava de discutir ali religião ou religiosidade de ninguém, mas de lutar por um direito para que as mulheres não morram.

Patricia Galvão, diretora do Sintusp lembrou que é necessário unificar os trabalhadores para combater todos os ataques dos governos, mas que para isso é fundamental que os trabalhadores se coloquem como porta vozes das demandas das mulheres. E nesse sentido se colocarem contra a morte de milhares de mulheres vítimas de abortos clandestinos e para que as mulheres possam decidir sobre o próprio corpo.

Neli Wada, diretora do Sintusp lembrou que o aborto acontece, mas que apenas as pobres morrem pois as ricas podem pagar por clínicas caríssimas para fazer o procedimento em segurança.

Por ampla maioria o congresso respondeu ao chamado de lutar pelo direito a educação sexual nas escolas, contraceptivos e pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito para não morrer. O congresso também votou por referendar as resoluções dos VIII Encontro de Mulheres e do III Encontro de Trabalhadores Negros da USP. Também reafirmou a necessidade de fortalecer as suas secretarias de combate as opressões, a Secretaria de Mulheres, a Secretaria de Negras e Negros e de combate ao racismo, a Secretaria LGBT e de Diversidade Sexual.

Frente ao governo Bolsonaro é fundamental um sindicato que se coloque na defesa dos oprimidos. O grupo de mulheres Pão e Rosas, o Quilombo Vermelho e o Movimento nossa Classe foram parte importante dessa batalha.




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