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Em meio à crise, dólar fecha em alta novamente: R$ 4,12, maior patamar do ano

Dólar fecha a semana em R$ 4,12 – maior patamar do último ano. Alta atinge preços e ocorre em meio à crise do governo Bolsonaro frente à Amazônia

sexta-feira 23 de agosto| Edição do dia

A dor de cabeça do governo Bolsonaro após os escândalos envolvendo as queimadas na Amazônia parece não ter um fim definido. Nessa sexta-feira (23), o dólar fechou em alta novamente, em R$ 4,12, maior patamar desde que o novo governo empossou. Durante o dia, a moeda estadunidense chegou a R$ 4,13.

Segundo gestor de São Paulo, em diálogo com o G1, "o real tem sido a pior moeda quase todos os dias". Hoje a Bovespa recuou 2,34%, o menor patamar desde junho. A alta do dólar tem impacto direto na economia e é fruto da guerra comercial entre EUA e China, em especial após Pequim anunciar que vai implementar taxas de U$ 75 bilhões em produtos importados norte-americanos.

O mercado anuncia essa queda do real como parte da pressão sobre o senado em aprovar a reforma da previdência, tendo em vista anúncio ontem por parte do relator da reforma no Senado, Tasso Jereissati, de que iria postergar alguns dias a tramitação do texto. Quem paga é a população, assim como a reforma da previdência que recairá sobre as costas dos trabalhadores. Com a alta do dólar, inúmeros produtos sobem de preço devido às importações – do pãozinho da padaria aos carros importados.

Como abordamos em outro texto publicado recentemente, o dólar forte pode desencadear uma nova crise financeira. Desde pelo menos a década de 1970 os EUA vem se utilizando de um novo regime de câmbio flexível a fim de administrar a sua hegemonia em decadência, tendo em vista que sua moeda é utilizada como meio de pagamento a nível mundial. Trata-se de mais um episódio da crise econômica mundial a qual os mais pobres acabam sofrendo as consequências de maneira mais aguda.




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