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Em meio a colapso da saúde, PEC Emergencial impede contratação de profissionais da saúde

Num momento em que o sistema de saúde público colapsa, não apenas pela falta de UTIS, mas também pela falta de profissionais, a PEC Emergencial veta novas contratações, abandonando os trabalhadores da saúde na linha de frente.

sexta-feira 12 de março | Edição do dia

Os números de lotação e fila de espera não são os únicos a indicar a saturação do sistema de saúde no Brasil, com o avanço da covid-19. Em levantamento feito pelo Estadão, seis Estados - Paraná, Minas, Rondônia, Espírito Santo, Goiás e Rio Grande do Norte - relataram falta de profissionais de saúde ou dificuldades na contratação ou na organização da escala. Quatro (Maranhão, Pará, Rondônia e Roraima) apontaram problemas no abastecimento de medicamentos usados no processo de entubação, como sedativos, anestésicos e relaxantes musculares.

Enquanto isso Bolsonaro e Congresso trabalham para agravar o drama dos profissionais na linha de frente, ao invés de fomentar a contratação desses trabalhadores para fortalecer o SUS que se mostrou tão indispensável ao combate da pandemia, aprovam uma PEC Emergencial que ataca os funcionários públicos com congelamento de salários e impedimento de novas contratações, precarizando e sobrecarregando o trabalho daqueles que se sacrificam no combate ao vírus.

Esse quadro de precariedade, que se agravará, é mostrado nos hospitais federais da cidade do Rio de Janeiro, onde existem 2.508 leitos, incluindo clínicos e UTIs de todas as especialidades, porém que um terço desses leitos (851) estava bloqueado, quase metade (397) por falta de funcionários, segundo o censo hospitalar da prefeitura.

Esses fatos mostram como as milhares de mortes que assistimos em nosso país são resultado direto de uma política consciente de desmonte da saúde, vindo tanto do governo Bolsonaro mas também dos congressistas que aprovaram a PEC.

É preciso se levantar e exigir que sejam os grandes capitalistas e bancos que paguem o auxílio emergencial, e que esse auxílio seja de 2 mil reais por família, no mínimo. Para que as pessoas tenham as mínimas condições e dignidade de sobrevivier enquanto durar a pandemia. É preciso um grande levante nacional de trabalhadores públicos e privados unidos pela revogação da reforma trabalhista e da previdência, pela quebra do sigilo fiscal de grandes sonegadores e confisco de seus bens, uma taxação de grandes fortunas e pelo não pagamento da fraudulenta dívida pública que é um verdadeiro assalto legalizado pelo capitalismo.

Que grandes centrais sindicais como CUT e CTB rompam com seu silêncio criminoso nesse momento e rompam com a política do PT e do PCdoB em vender ilusões eleitorais para a classe trabalhadora e esperar até para 2022 como se mudando os personagem da política nacional fosse possível resolver a crise capitalista. Só quem pode dar uma resposta a altura dos problemas atuais, econômicos e sanitários, é a classe trabalhadora organizada em cada local de trabalho e moradia para impor que sejam os capitalistas que paguem pela crise que criaram.




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