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VAZA JATO

Em denúncia arbitrária do MPF, Glenn é acusado de associação criminosa por invasão dos hackers

O jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, e mais seis pessoas foram denunciadas, nesta terça-feira 21, pelo Ministério Público Federal na Operação Spoofing, que investiga o hackeamento de celular de autoridades. Decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinava que Glenn não fosse investigado.

terça-feira 21 de janeiro| Edição do dia

Mesmo sem ser investigado ou indiciado, o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, foi denunciado pelo Ministério Público Federal na operação Spoofing, que investiga invasões de celulares de autoridades, como o ex-juiz Sergio Moro e diversos procuradores da Lava Jato.

Para o MPF, a partir de indícios, "ficou comprovado que ele auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões”. É bom lembrar que o STF havia determinado, numa liminar do ministro Gilmar Mendes, que o jornalista não fosse investigado na Spoofing, dada a garantia de segurança da fonte, assegurada ao exercício da livre-imprensa.

O Ministério Público pede a condenação dos acusados visto que foram comprovadas 126 interceptações telefônicas, telemáticas ou de informática e 176 invasões de dispositivos informáticos de terceiros, resultando na obtenção de informações sigilosas. Com exceção de Glenn, todos os outros denunciados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro.

O procurador Wellington Oliveira é o autor da denúncia. O procurador é o mesmo que denunciou, no dia 19 de dezembro, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, sob a acusação de ter caluniado o ministro da Justiça, Sergio Moro, mostrando seu alinhamento à ala mais lavajatista do Judiciário.

Após as diversas evidências trazidas pela Vaza Jato que foram minando a Lava Jato, a Operação Spoofing veio como resposta de Moro através do aparelhamento da MPF para investigar os supostos hackers por trás das invasões dos celulares, corroborando a versão de Moro e dos procuradores para deslegitimarem os vazamentos -mesmo não reconhecendo a autenticidade das trocas de mensagens.

Esta conclusão das investigações, com essa frágil denúncia ao jornalista Glenn Greenwald, trata-se de mais um episódio dessa perseguição política de Moro na tentativa de deslegitimar as inúmeras evidências presentes nas trocas de mensagens que comprovam o conluio entre ele e os procuradores da Lava Jato para fomentar o impeachment, concretizar a prião de Lula e manipular o resultado das últimas eleições.

Nós do Esquerda Diário, que sempre denunciamos e combatemos o autoritarismo judiciário, mais uma vez repudiamos o uso do judiciário com vistas a atacar a liberdade de imprensa.




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