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Ataque aos territórios indígenas | Em ataque inédito aos indígenas, Bolsonaro paralisou totalmente as demarcações de terras

Cumprindo sua agenda de ódio e ataques aos povos originários, Bolsonaro parou as demarcações, afim de esperar um golpe final com a definição do Marco Temporal pelo STF

quinta-feira 16 de setembro | Edição do dia

Foto: Reprodução/Youtube

Do início de sua campanha eleitoral, em 2017, até o início de seu mandato em 2018, Bolsonaro já cantava a pedra do que representaria o seu governo para a população indígena quando afirmava que “índio não teria mais 1 centímetro de terra”. Seguindo sua agenda criminosa de ataque aos indígenas, em favor dos ruralistas, Bolsonaro paralisa totalmente as demarcações de terras indígenas, fazendo com que, inclusive, aumentasse em 340% (segundo levantamento requerido à PGR pelo site UOL) no número de ações contra o governo federal ou a Funai.

Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), esse se trata do pior momento do país, referente à demarcações de terras indígenas.

“Verifica-se que a promessa de campanha do governo Bolsonaro, de que não demarcaria nenhum cm (centímetro) a mais de terra indígena, vem sendo colocada em prática em frontal violação ao art. 231 da Constituição da República”
(Procuradores da câmara temática da PGR/UOL)

De acordo com a PGR, não há terras homologadas desde 2019 e nem relatórios de identificação e delimitação aprovados pela Funai. Além de uma paralisação total nos processos de demarcações, o Ministério da Justiça ainda devolveu diversos processos que já estavam prontos para publicação para serem reavaliados, já no contexto do absurdo Marco Temporal, que o governo pretende implementar.

Veja também: Marco Temporal - STF retoma julgamento do Marco Temporal mas Moraes pede vista e suspende votação novamente

O ataque extremo aos indígenas é o plano nefasto de governo de Bolsonaro prometido em seus discursos de ódio desde o período pré-eleitoral, no intento de entregar de bandeja a cabeça dos povos originários do país aos latifundiários grileiros que seguem atentando contra a vida dos indígenas, realizando ataques e assassinando, para que o agronegócio continue a roubar territórios. A burguesia agrária, com seu lobby ostensivo no governo Bolsonaro, busca agora a legalização de seus roubos e crimes com o Marco Temporal.




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