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19J | Em Goiás, a capital Goiânia e mais onze municípios realizam atos contra Bolsonaro

Em Goiás as mobilizações para este 19 de junho ganharam maior adesão de municípios. No último dia 29M apenas a capital e mais dois municípios registraram mobilizações. Desta vez, além de Goiânia outros 11 municípios realizam manifestações.

sábado 19 de junho | Edição do dia

Foto: ato em Anápolis

Apesar do desvio das burocracias sindicais que convocaram atos para o dia 18 de junho separando as pautas e promovendo atos em locais de trabalho ao invés de impulsionar os grandes atos, ao que tudo indica em Goiás, haverá uma maior adesão às manifestações contra Bolsonaro. No último dia 29 de maio, apenas a capital Goiânia e os municípios do interior, Catalão e Jataí tiveram manifestações contra os cortes na Educação, Bolsonaro e os demais ataques contra os trabalhadores. Esses municípios não foram aleatórios, são as três cidades que concentram Campus Universitários federais em Goiás, o que demonstra a força da juventude na tentativa de combater o regime golpista, ainda que sem uma orientação precisa devido aos desvios dos DCE’s e da UNE que capitulam junto às burocracias, seja pelo impeachment ou pelo desgaste de Bolsonaro à espera pelas eleições em 2022.

Desta vez, além de Goiânia, Catalão e Jataí, outros nove municípios têm atos marcados para este 19 de junho. É um sinal claro da insatisfação com todas as mazelas à qual nossa classe vem sendo exposta neste contexto de crises sanitária e econômica. Entretanto, conforme estamos situando desde o 29M, há a urgência pela unificação das demandas da juventude da classe trabalhadora. Uma política de fato revolucionária, que situe organizações nas bases em vista a uma paralisação nacional, que de fato transmita as reivindicações de mudanças, sem esperanças nas instituições golpistas que são responsáveis pelas quase 500 mil mortes por covid, o desemprego em massa, a fome e todas as reformas.

Em Goiânia, o ato ocorreu pela manhã tendo início na Praça Cívica onde se localiza a sede do governo estadual do aliado bolsonarista de primeira ordem, Ronaldo Caiado e se encerrou na Praça do Trabalhador. A polícia militar não chegou a contabilizar os números dos presentes na mobilização, os organizadores afirmaram ter cerca de 10 mil manifestantes, número superior ao do ato de 29M em que estimou-se a participação de cerca de 1 mil pessoas. As demandas se situam acerca do auxílio emergencial de R$ 600,00, contra a Reforma Administrativa, por mais vacinas e pelo #ForaBolsonaro, mas sem uma resposta clara para quem entraria no lugar do genocida.


Ato em Goiânia

No interior, em Anápolis - município goiano em que Bolsonaro tem os mais elevados índices de aprovação - , algumas dezenas de manifestantes se reuniram na Praça do Ancião em frente à sede da prefeitura do município e seguiram até a Praça do Avião no centro da cidade, dentre as principais reivindicações, o impeachment de Bolsonaro, o repúdio à Reforma Administrativa, contra os cortes na Educação e o retorno do auxílio emergencial de 600 reais.


Ato em Goiânia

Em Jataí, no Sudoeste goiano, foi realizada uma carreata que saiu da Praça do Lago Diacuy e circulou pelas ruas da cidade por cerca de 1 hora.Os manifestantes reivindicavam, mais vacinas, ajuda para as famílias necessitadas, a não aprovação da Reforma Administrativa e a saída de Bolsonaro.


Carreata em Jataí

Nós do Esquerda Diário apoiamos todas as manifestações de hoje - com participações em quase todas as cidades que temos militantes -, que demonstram que a classe trabalhadora, os estudantes e o povo pobre não estão inertes a verem passar todos os ataques deste regime golpista. Entretanto, continuamos a lutar pela unificação de todas essas demandas, pois necessitamos que as centrais sindicais organizem um planos de lutas, com a estruturação de uma paralisação nacional que incomode de fato os poderosos e que nos possibilita compor estratégias para vencer Bolsonaro, Mourão, militares, governadores - os demagogos das vacinas - e esse regime golpista de conjunto. Pois, não é através da espera por saídas institucionais e das alianças com a direita e com os golpistas que poderemos combater os inimigos da nossa classe. Essas ações passam fora da espera passiva por 2022 em vista que Lula, esse mesmo que perdoa golpistas, aperta mão de direitistas e acena para os capitalistas, seja o responsável por amenizar os golpes que sofremos cotidianamente. A saída está nas mãos dos trabalhadores, das mulheres, negras e negros, dos pobres, da juventude e dos LGBTQI’s, através da luta de classes para a derrota de Bolsonaro, Mourão e os golpistas.




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