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Greve Rede TV | “Eles descontavam da gente, e não repassavam” diz trabalhador da RedeTV! sobre o plano de saúde.

Recebemos hoje a escandalosa denúncia de um trabalhador da RedeTV! em greve sobre a falta de repasse do valor descontado no plano de saúde dos trabalhadores da empresa.

sexta-feira 10 de setembro | Edição do dia
Os trabalhadores da RedeTV! estão em greve há 10 dias, lutando bravamente pelo reajuste salarial que não recebem a 4 anos fazendo com que seus salários fossem corroídos pela inflação e pelo alto preço das contas, alimentos e combustíveis. Também há relatos de atraso no pagamento de benefícios, demissões durante a pandemia se apoiando na MP936, acúmulo e desvio de funções, chegando ao absurdo de Marcelo de Carvalho e os outros donos da empresa, levarem os trabalhadores para prestarem serviços particulares em suas casas e casas de ex-mulheres e parentes, sem nem um centavo a mais por isso.
 
Como se não bastasse essa situação de trabalho miserável, levada a frente pelo projeto econômico de Bolsonaro, Congresso, STF (que apesar dos conflitos estão de mãos dadas quando o assunto é arrancar o couro da classe trabalhadora) e perpetrada nos locais de trabalho pelos patrões como Marcelo de Carvalho, recebemos hoje uma denúncia escandalosa sobre uma situação ocorrida ano passado, em plena pandemia:
 
“Nós tínhamos um convênio que nos atendia super bem, fui muito bem atendido quando fiz uma cirurgia no joelho. Comecei a fazer fisioterapia, eram 12 sessões, na décima sessão não consegui mais fazer, pois o convênio tava cancelado. Por que? Eles descontavam da gente e não repassavam, aí voltaram pra um convênio onde você precisa pagar a metade. Essa é a RedeTV!"
 
Outros trabalhadores relataram também dificuldades para realizarem procedimentos de risco inclusive, tudo por conta dessa falta de repasse. Após isso, a empresa mudou de plano de saúde para outro plano bastante inferior, que exige coparticipação (ou seja, o convênio cobre apenas uma parte das consultas/exames etc., o resto tem que ser pago pelo próprio trabalhador). Como se não bastasse, o novo plano não cobre atendimento em nenhum hospital de Osasco, que é onde fica a empresa.
 
Contra essa barbárie é necessário que as grandes centrais sindicais rompam sua paralisia e batalhe pra unificar as lutas em curso com um plano de luta baseado na unidade da classe trabalhadora e não com a direita reacionária de Doria e companhia.



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