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Educação no RS está sendo forçada a retornar às salas de aula sem amparo da direção do CPERS

Sem amparo do sindicato, trabalhadoras estão sendo obrigadas a voltar sob pena de desconto salarial e não conseguem renovar a carteirinha de transporte.

quarta-feira 5 de maio| Edição do dia

Foto: divulgação CPERS Sindicato

Nessa segunda-feira (3) ocorreu assembleia geral do CPERS que decidiu pelo não retorno presencial e continuidade do ensino remoto. Uma assembleia bastante controlada que não foi construída na base. A direção do CPERS (PT/PCdoB/PDT) defendeu retirar a expressão ‘greve sanitária’ que tem amparo legal para o não retorno e deixou professoras e funcionárias de escola sem amparo. Recebemos denúncia de que trabalhadoras não estão conseguindo renovar a carteirinha de transporte, o cartão TRI, pelo fato do sindicato estar fechado e com serviços suspensos. O vale transporte segue sendo descontado em folha desde o início da pandemia, mas não se consegue acessar ao serviço. As empresas de transporte público de Porto Alegre lucram com esse descaso e não estão nem minimamente organizadas para o retorno irresponsável às aulas de Eduardo Leite.


O SAS do sindicato simplesmente responde que o serviço está suspenso. Os burocratas na direção do sindicato estão resguardados, assim como Leite e Raquel Teixeira. Por um lado se o governo decide nossas vidas de dentro de seus gabinetes, a direção do CPERS mantém uma atuação de confiança extrema na justiça e mesa de negociações com Leite para não mobilizar a categoria e apostar todo o descontentamento em 2022. É preciso romper com essa paralisia e ocupar o sindicato pela base, auto organizando cada escola a se manifestar sobre como e quando o retorno deve se dar, mostrando para a comunidade que queremos voltar com segurança, mas Leite não dá as condições.

Na prática a categoria do magistério gaúcho está sujeita aos decretos de Leite, contando apenas com os COEs formados nas escolas e com os planos de contingência estabelecidos pelo governo e não pelos trabalhadores, que condicionam o retorno ou não às aulas. A única saída restante, se não se tem o amparo de uma greve sanitária que garantiria o direito de permanecer no ensino remoto, é contar com a auto organização em cada escola realizando reuniões com professoras e funcionárias junto das comunidades por meio dos Conselhos Escolares para se deliberar sobre em quais condições o retorno é possível.

Os índices de ocupação de UTIs no RS ainda são altos, com mais de 80% de lotação. A reabertura irresponsável da economia e o rebaixamento da bandeira preta para a vermelha por meio de um canetaço coloca o estado como um laboratório a céu aberto de novas cepas. É preciso batalhar para que todos os trabalhadores tenham direito a testagem e isolamento adequado caso infectados, que seus empregos sejam garantidos e seja concedido um auxílio emergencial de um salário mínimo para as famílias mais necessitadas poderem se alimentar. Que as trabalhadoras contratadas com comorbidades tenham seus cargos assegurados e não sejam demitidas. É preciso batalhar pela quebra das patentes das vacinas para que as vacinas não sejam escassas, os capitalistas querem lucrar com nossas vidas, temos que nos organizar para que sejam eles que paguem pela crise.




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