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EUA: Rebelião com aproximadamente 200 presos por conta do covid-19.

sexta-feira 10 de abril| Edição do dia

Em uma penitenciária no estado de Washington, o Complexo Prisional Monroe, aproximadamente 200 presos iniciaram uma rebelião ao serem comunicados que 3 detentos haviam se contaminado com o novo coronavírus. Os detentos ameaçaram atear fogo na penitenciária e tomar os guardas como reféns, a rebelião se generalizou por todo complexo penitenciário incluindo a parte de segurança mínima onde se detectaram os primeiros casos de covid-19.

O Departamento penitenciário de Washington declarou que ao menos 6 detentos testaram positivo para o vírus, eles os mantém isolados recebendo monitoramento clínico e o suporte médico adequado. A rebelião ocorrida nos EUA pode ser uma mostra de algo que tende a se generalizar em vários países, principalmente aqueles que têm uma grande população carcerária e, sobretudo, negra como os EUA e o Brasil. Soma-se a isso as condições de higiene e saúde bastante precárias que se encontram as penitenciárias.

Casos como esse também mostram o descaso que os EUA têm com a vida dos negros e também a maneira como o racismo se apresenta nas sociedades capitalistas. Nos EUA 13% da população é negra, 3% desse total estão presos , 27% deles por algum crime relacionados às drogas.Nos EUA o negro tem 2,5 vezes mais chance de ser morto pela polícia que uma pessoa branca, uma pessoa negra desarmada está 5 vezes mais sujeita a ser assassinada pela polícia que um branco.

Segundo os dados do Escritório de Estatísticas do Departamento de Justiça, 59% das pessoas presas em penitenciárias estaduais e federais são negros ou latinos, compondo respectivamente 37% e 22% dessa parcela. Os negros e latinos são os alvos preferenciais da polícia norte-americana, estão entre os que mais morrem por meio da violência policial, não atoa em pleno governo Obama a juventude e os trabalhadores levantaram o movimento Black lives mater, denunciando o racismo e violência contra as comunidades negras.

A pandemia do coronavírus vem mostrando que são essas mesmas comunidades e também os latinos os mais afetados pela transmissão rápida e contaminação pelo vírus e énas comunidades negras onde se concentra uma elevada taxa de mortalidade em comparação a outros grupos étnicos/raciais. A população carcerária norte americana nos próximos dias também verá um número crescente de novos contaminadas, porque por serem negros e latinos em sua maioria o estado norte americano não vai garantir testes para essa população. O racismo e xenofobia, portanto, vão ser uma arma de primeira ordem para países imperialistas como os EUA, que seguirão com uma política de não garantir testes massivos, EPI’s para os trabalhadores e também para os detentos que preferem salvar os lucros dos capitalistas do que a vida de negros e latinos.




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