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Unidade de classe | É preciso unificar aeroviários, aeronautas e terceirizados para a greve vencer!

Em meio à situação que vivemos no Brasil atualmente de fome, desemprego, precarização do trabalho e da vida, é fundamental apostarmos na unidade da classe trabalhadora. Ainda mais quando uma categoria, como aeronautas, começa uma luta e uma greve. É preciso unificar aeronautas, aeroviários e terceirizados dos aeroportos e das companhias aéreas contra os ataques dos patrões!

quinta-feira 25 de novembro | Edição do dia

A situação do Brasil de Bolsonaro e Mourão é de fome, desemprego, flexibilização e corte dos direitos trabalhistas, inflação e carestia de vida. Ainda mais após cerca de dois anos de pandemia, vimos as empresas aproveitando este momento para descontar a crise nas costas dos trabalhadores, se apoiando nas MPs aprovadas por Bolsonaro junto ao Congresso, STF e militares.

Agora, momento em que quase todas as empresas e companhias aéreas vão retomando suas frotas em quase 100%, apresentam que seus lucros não diminuíram apesar dos impactos da crise sanitária e econômica, querem consolidar um regime trabalhista baseado nestas MPs, legalizando e oficializando relações de exploração muito mais profundas, com instabilidade do emprego e salários sem reajuste que não acompanham a altíssima inflação.

Essa é a situação que assola a maioria dos brasileiros atualmente, incluindo os aeronautas, aeroviários e trabalhadores terceirizados dos aeroportos e das companhias aéreas. Nos últimos dois anos, as empresas se negaram a ajustar o salário dos aeronautas, além de muitas companhias aéreas terem demitido centenas de trabalhadores aeroviários, deixando famílias sem emprego e comida em meio à pandemia, cortando postos, terceirizando diversas vagas e sobrecarregando o trabalho de efetivos e terceirizados.

Segundo o CEO da LATAM, Roberto Alvo, “Sairemos desse processo [a pandemia] como um grupo de companhias aéreas altamente competitivo e sustentável, com uma estrutura de custos muito eficiente”. Os termos "sustentável", “eficiente” e “competitivo” são adjetivos que expressam veladamente a exploração, a diminuição de custo com funcionários, demissões, acúmulo de funções e extensas jornadas de trabalho que, muitas vezes, não permitem parar nem para comer, deixam os trabalhadores em situação de risco, tanto com o vírus da pandemia, como pelas condições inseguras de trabalho que têm aumentado.

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É por isso que, diante da deflagração de greve dos aeronautas nesta semana se reforça a importância de discutir todos os ataques e cortes que têm sido descarregados nas costas dos trabalhadores e demonstrar para os CEOs das companhias aéreas e todos os capitalistas que a classe trabalhadora é responsável por fazer tudo no mundo funcionar (ainda mais em uma categoria tão estratégica como de aeroviários e aeronautas) e que não vai aceitar esses ataques.

É preciso cercar de solidariedade e apoio a greve dos aeronautas, unificando com os demais trabalhadores dos aeroportos e das companhias aéreas que sofrem com cortes, assédios, demissões e flexibilizações semelhantes. É fundamental que as centrais sindicais, as organizações e parlamentares de esquerda apoiem essa greve e a luta destes trabalhadores da aviação.

Somente unificando as categorias de solo e vôo, entre os funcionários efetivos e terceirizados, será alcançada uma força imparável em defesa do reajuste salarial de acordo com a inflação e em defesa de todos os direitos arrancados pelos patrões com a pandemia. O que as empresas mais temem é que os trabalhadores percebam a força que têm quando se organizam, se unificam e lutam. Em tempos de crise, fome, desemprego e reacionarismo, os trabalhadores da aviação podem vencer e ser exemplo a toda nossa classe, não podemos mais abaixar a cabeça!

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