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É preciso cercar de solidariedade a paralisação das terceirizadas da USP contra as demissões

Depois que souberam que há a intenção da empresa INTERATIVA, que atua na faculdade de demitir 20 funcionárias ao todo, as trabalhadoras decidiram em assembleia que não aceitarão que sejam demitidas contra sua vontade e realizarão uma paralisação contra as demissões nessa terça-feira. Chamamos todos a estarem presentes em frente a Faculdade de Odontologia da USP a partir das 6h na próxima terça-feira, 26/01 para prestar solidariedade a essas trabalhadoras.

segunda-feira 25 de janeiro| Edição do dia

Na última sexta-feira (22) seis funcionárias terceirizadas que trabalham na Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP) receberam um aviso prévio de demissão pela empresa INTERATIVA, empresa terceirizada que atua na faculdade e que possui o interesse em demitir 20 funcionárias ao todo.

A empresa alega que seu contrato com a Secretaria de Educação do município terminaria em fevereiro e que não teria o que fazer com seus funcionários, cerca de 200, que trabalham em diversas escolas na capital. Pelo fato destes funcionários terem estabilidade até maio deste ano, por conta da MP 936, a empresa decidiu demitir trabalhadores de outros posto para realocar parte desses cerca 200 nesses locais. Por conta da pressão das trabalhadoras e entidades como o Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da USP) e SIEMACO (Sindicato das trabalhadoras terceirizadas), a empresa marcou uma reunião as 8 horas nessa terça-feira, ainda que sem a mínima disposição de retroceder nesse ataque.

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Essas trabalhadoras, em sua maioria, mulheres e negras, tiveram que trabalhar ao longo da pandemia, por não terem sido liberadas, inclusive quem é grupo de risco, arriscando sua saúde e suas vidas, muitas tendo sido contaminadas pelo vírus. Agora, de forma extremamente arbitrária estão sendo mandadas embora contra sua vontade. Trata-se de uma situação extremamente absurda, embora recorrente na vida dos trabalhadores terceirizados, que possuem contratos extremamente frágeis e condições precárias de trabalho, algo que inclusive vem se agravando, sobretudo pelas ações de Bolsonaro, Doria e Covas.

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Contudo, as trabalhadoras estão se mobilizando para que ninguém seja demitido contra a sua vontade, organizando uma paralisação. Chamamos, em conjunto com entidades como o Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da USP), SIEMACO (Sindicato das trabalhadoras terceirizadas) além de entidades estudantis na terça-feira, 26/01, às 6 horas a prestarem solidariedade às trabalhadoras da Faculdade de Ondontologia da USP. Chamamos aos estudantes, trabalhadores e entidades para participarem e fortalecerem essa luta.

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