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GOVERNO DE SP

Doria reafirma violência policial no Carnaval, ironizando matéria do Esquerda Diário

João Doria, que ainda tem sob suas mãos o sangue dos jovens de Paraisópolis após ação da PM em baile funk, reafirma política repressiva durante ao carnaval sob semblante de "combate ao crime" usando matéria produzida por nós do Esquerda Diário.

quarta-feira 19 de fevereiro| Edição do dia

Após denunciarmos as medidas repressivas tomadas por João Doria (PSDB) contra o carnaval paulistano, o governador do estado de São Paulo replicou a nossa matéria e publicou em sua página pessoal com os dizeres "esquerda sendo esquerda". Doria, que leva a cabo um projeto de governo autoritário, pautado em diversos ataques contra os trabalhadores e a juventude, ironiza a violência policial e a reafirma como parte fundamental de sua política no estado.

"O que a esquerda chama de repressão, nós chamamos de eficiência no combate ao crime. Parabéns aos nossos policiais que prenderam quadrilhas que furtam celulares, traficantes e outros criminosos. Nossas polícias seguirão trabalhando para proteger a população de bem e colocar bandidos atrás das grades. #CarnavalMaisSeguro #GovernoSP", escreveu o governador acompanhando a foto da matéria publicada por nós.

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Enquanto João Doria reafirmava sua política responsável pela morte de 9 jovens durante baile funk na favela de Paraisópolis, situada próximo à um dos bairros nobres de São Paulo, sua polícia seguia violentando e reprimindo a juventude paulistana: imagens gravadas por celular mostram policiais ameaçando estudantes em escola na Zona Oeste de São Paulo.

Ao lado de Bruno Covas, o herdeiro de Doria na prefeitura de São Paulo, a juventude constantemente reprimida e violentada pela dupla tucana, não restringe seus ataques às condições de vida somente da juventude, mas segue com seu projeto privatista e neoliberal para trabalhadores: ontem, também foi aprovada a reforma da previdência no estado de São Paulo.

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Enquanto suas mãos jorram sangue, o ex-garoto propaganda da ração como merenda, mentor da destruição do maior muro de grafite da América Latina, segue reforçando sua política de "caça" à juventude pobre e negra de São Paulo, enquanto empurra goela abaixo uma política privatista, ofertando a cidade para o capital estrangeiro como fez em Dubai.

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Repudiamos a atuação da polícia militar de São Paulo, que ainda carrega ao lado de Doria centenas de mortes, violência física e psicológica contra a juventude. Sabemos que, é apoiada nessa política repressiva, que Doria segue atacando os trabalhadores e a juventude.




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