EDUCAÇÃO

Dória colocará policiais para "disciplinarem" estudantes de escolas da periferia de SP

Mantendo as escolas sucateadas e professores com salários baixos, Dória apresenta projeto que inicia com mais de 600 policiais que começará a ser experimentado em agosto deste ano e visa escolas da periferia que já sofrem com presença ostensiva da PM racista e assassina.

sexta-feira 5 de julho| Edição do dia

Apesar da conhecida situação de sucateamento das escolas públicas de SP o governo Dória segue seu projeto elitista para a educação para maior repressão e militarização das escolas da periferia enquanto, por outro lado, segue sua cartilha de arrocho salarial para os servidores públicos do setor, e logo após atacar o direito dos professores se aposentarem.

A ideia é já começar com mais de 620 policiais militares da reserva ou em folga para policiar internamente mais de 200 escolas. Com o discurso demagógico de “combate à violência”, sabemos que por trás destes projetos está uma maior militarização e repressão nas escolas, não por acaso, localizadas na periferia de SP.

Os policiais terão liberdade para intervir nos processos pedagógicos internos e determinarem medidas disciplinares para casos que eles mesmos julgarem como ‘vandalismo’, atropelando a autonomia das comunidades escolares que sofrem historicamente com a falta de estrutura. Além disso, Dória também imporá um Regimento obrigatório elaborado em conjunto com Secretaria de Segurança que deverá impor regras mais restritas sobre abertura e fechamento das escolas, tirando o poder das mesmas decidirem de acordo com as necessidades e anseios da comunidade.

Sabemos que não são isolados os casos de policiais armados violentamente agredirem estudantes que se posicionam cotidianamente nas escolas. Muitos destes casos foram agressões explicitas contra manifestações estudantis, organizadas por melhores condições de ensino ou contra o nefasto projeto “Escola sem Partido”.

Os problemas da educação não se resolverão com mais policiamento: é urgente um plano de carreira digno para os professores, para que não tenham que trabalhar 12 horas seguidas, em 3 ou 4 escolas, para receber um misero salário e, assim, tenham tempo para a sua formação continuada.

Também deveria ser prioridade maior investimento na estrutura e nos materiais educacionais, assim como diminuição de alunos por sala de aula com a reabertura das mais de 10 mil salas de aulas fechadas em São Paulo nos últimos 4 anos. Auxilio transporte e bolsa para que os alunos não precisem abandonar a escola para entrar no mercado de trabalho sem formação mínima. Estes são pontos básicos para começar algum sinal de melhoria na educação.




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