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Docentes e estudantes da UFCG reforçam convocatória a greve neste 18M e exigem prevenção urgente do coronavírus

Em reunião realizada pela Diretoria e a Comissão de Mobilização da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), realizada nesta terça-feira, 17 de março, reforçou-se convocatória a greve da categoria para esta quarta-feira, 18 de março, e exigiu a prevenção urgente do coronavírus na UFCG.

quarta-feira 18 de março| Edição do dia

Durante a reunião foi recebida a informação de que a UFCG irá suspender as atividades acadêmicas presenciais a partir do dia 18 de março até o dia 12 de abril e que seria publicado um protocolo.

Nesta reunião, que também contou com a participação de estudantes, pretendeu-se abordar o tema da crise sanitária como um problema da luta de classes, produto da crise capitalista com tendências recessivas e a degradação dos serviços de saúde que deixa os trabalhadores e em especial os idosos reféns da pandemia. A perspectiva foi não cair no negacionismo criminoso da extrema direita, como Bolsonaro e Trump, nem o desespero e alarmismo da imprensa, que não faz outra coisa que fortalecer a autoridade política do Estado em momentos de uma forte degradação democrática, assim como saídas individualistas e neoliberais.

A Emenda Constitucional do teto dos gastos, a Reforma da Previdência atacando aos trabalhadores e os idosos, assim como os cortes de recursos de Bolsonaro na saúde e educação pode nos levar a uma crise sem precedentes no Brasil, por isso foi levantado como pauta a derrogação da EC do teto dos gastos, derrogação da Reforma da Previdência e o não pagamento da dívida pública.

Mesmo suspendidas as atividades acadêmicas presenciais, a preocupação foi como garantir os direitos dos trabalhadores terceirizados e dos bolsistas. Discutiu-se a necessidade de exigir a licença aos terceirizados recebendo salário completo.

A reitoria tem que garantir insumos mínimos como água, álcool gel, papel, sabonete e luvas descartáveis, assim como equipamentos específicos para os trabalhadores do Hospital Universitário.

Da mesma forma, é relevante contratar trabalhadores da saúde e aumentar os leitos nas UTI’s, dispondo de forma centralizada dos leitos da rede privada a demanda do SUS na perspectiva de avançar num SUS único 100% estatal sob controle dos trabalhadores da saúde e da população.

Nesse contexto a greve foi mantida neste 18M e os atos de rua cancelados, não de forma burocrática, mas mantendo iniciativas políticas, carro de som pelo centro da cidade, discursos e lives sobre as razões da greve. Os professores deliberaram pela greve em Assembleia de base de 11 de março em quanto que os estudantes o dia 16 de março.

Num contexto reacionário onde o governo quer aproveitar para usar a crise no sentido de garantir suas reformas administrativa e carteira verde-amarela, precarizando ainda mais as condições de trabalho e levando o regime à uma situação ainda mais reacionária, entendemos como importante manter as exigências e uma organização independente dos patrões, dos governos do Estado e da reitoria, que em nossa perspectiva tem que incluir professores, estudantes da graduação e da pós-graduação, servidores técnico-administrativos e terceirizados, para prevenir de forma urgente o coronavírus e que seja um ponto de apoio para passar a ofensiva e derrotar o conjunto da política do governo Bolsonaro.




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