Educação

INTERVENÇÃO DE BOLSONARO NA UFCG

Docentes da UFCG deliberam lutar contra a intervenção de Bolsonaro

A deliberação da Assembleia de base da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) foi tomada na quinta-feira, 25 de fevereiro em defesa da autonomia universitária e pela democratização da instituição.

quinta-feira 25 de fevereiro| Edição do dia

Imagem: UFCG

A deliberação da Assembleia de base da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) foi tomada na quinta-feira, 25 de fevereiro em defesa da autonomia universitária e pela democratização da instituição.

Terça-feira 23 de fevereiro de forma antidemocrática Jair Bolsonaro nomeou o terceiro colocado na lista tríplice, Antônio Fernandez, para assumir a reitoria da UFCG, reproduzindo sua fórmula de desrespeito à comunidade acadêmica.

De fato, esta intervenção de Bolsonaro acabou sendo o único ponto de uma longa assembleia onde depois de muita discussão quase de forma unânime foi aprovada como consigna central de unidade na luta: Contra a intervenção de Bolsonaro na UFCG !!!.

Inicialmente algumas intervenções davam a entender que a consigna central deveria ser Reitor eleito, Reitor empossado, ou lutar contra as medidas que adote a reitoria intervencionista, tirando o eixo da questão central.

Desde Esquerda Diário, tendo em consideração a conjuntura internacional e nacional, realizamos uma intervenção focando a defesa da autonomia universitária, no conteúdo antidemocrático das consultas para reitor, que sequer se chamam eleições, em que o peso dos votos é ponderado entre professores, estudantes e servidores técnico administrativos, contrário até com os ideias da Revolução Francesa, burguesa, de uma pessoa um voto. Denunciamos a estrutura de uma universidade medieval, adaptada a logica capitalista, expondo a necessidade de uma estatuinte livre e soberana que reformule de conjunto a universidade, a democratize de forma efetiva e a coloque ao serviço dos trabalhadores e do povo pobre.

A partir dessa consigna geral central, contra a intervenção de Bolsonaro na UFCG, é preciso lutar no campo interno da universidade em articulando a luta do conjunto da comunidade universitária, professores, estudantes, servidores técnico administrativos e os terceirizados, para o qual é importante fortalecer a assembleia conjunta de todos os segmentos da UFCG de sexta-feira 26 de fevereiro ás 15 h.

Mas também a luta tem que se dar de forma externa, articulando a luta com outras universidades e institutos federais na mesma situação e contra a politica de Bolsonaro, Mourão, os militares e os golpistas, num contexto de aprofundamento da pandemia no Brasil, onde ontem foi superada em 250 mil o numero de mortes pelo COVID 19 e se apresentou a maior média móvel de óbitos e a catástrofe capitalista em Acre e se está aprovando no Legislativo o fim da obrigatoriedade de gastos fixos em saúde e educação.

De forma devemos levar como eixo central da luta o aprovado pela ADUFCG,: contra a intervenção de Bolsonaro na UFCG a assembleia universitária e organizar um ato político presencial para rejeitar a intervenção não momento da assunção, sem negar a situação de agravamento da pandemia.

Desde nossa perspectiva é central lutar contra a intervenção e estes novos ataques, na medida que lutamos por uma universidade pública que de fato seja democrática e que atenda aos reais interesses da classe trabalhadora.




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