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Assembleia Geral da ONU | Discurso grotesco de Bolsonaro na ONU tenta mostrar um Brasil que não existe na realidade

Como bem colocou Diana Assunção em seu Twitter, a realidade do Brasil é completamente diferente do que disse Bolsonaro: “A realidade é outra: 20 milhões passam fome, desemprego em 14%, alta da inflação, 600 mil mortes por Covid, ataque aos indígenas e à Amazônia”.

terça-feira 21 de setembro | Edição do dia

Imagem: Eduardo Munoz/Getty Images

O discurso de Bolsonaro foi um show de horrores de fake news, mas que tinha como objetivo vender uma falsa ideia do que realmente se passa no Brasil, tentando esconder a verdadeira realidade, no marco de um aprofundamento da piora das condições de vida contra todo o povo pobre e trabalhador no Brasil, com uma série de ataques e retiradas de direito onde os trabalhadores sofrem com o aumento da inflação e a carestia de vida, pois os alimentos vão ficando mais caros do que nunca, levando a termos 20 milhões de brasileiros passando fome e mais de 116 em situação de insegurança alimentar, combinado com o desemprego crescente que chega à 14%, além dos mais de 600 mil mortos por Covid e os ataques contra os povos indígenas, por meio do Marco Temporal e da PL490.

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Vale lembrar que esses efeitos da crise descarregados nas nossas costas contam com o apoio da direita que busca se apresentar como oposição a Bolsonaro, como vimos no fracassado ato convocado pelo MBL no dia 12 de setembro.

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Veja declaração de Diana Assunção, dirigente do MRT e do Pão e Rosas:

Bolsonaro quer fazer com que o Brasil se torne um grande país atrativo para todos os grandes capitalistas do mundo todo, para que estes possam satisfazer seus nefestos desejos de explorar e oprimir até a última gota toda a classe trabalhadora, indígenas e povo pobre brasileiro, além de poderem esgotar todas as riquezas naturais do Brasil em detrimento de seus lucros, destruindo a natureza, avançando na destruição do mundo e de seus recursos.

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Diante dessa situação crítica em que passamos, vemos que mais do que nunca é necessária uma resposta da classe trabalhadora, unificada em seus espaços de auto-organização em seus locais de estudo e de trabalho, colocando mulheres, negrxs, LGBTQIA+, indígenas e demais setores na linha de frente, pois é só confiando nas nossas próprias forças é que vamos derrotar os ataques de Bolsonaro, Mourão, militares e de toda a direita, que estão todos unificados quando se trata de nos atacar.

Assista hoje às 19h30 O Brasil não é para amadores, com André Barbieri e Valéria Muller discutindo a participação de Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas, a localização internacional do Brasil e possíveis cenários estratégicos de para onde vai o país: Bolsonaro na ONU e para onde vai o Brasil: veja análise ao vivo hoje às 19h30




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