Mundo Operário

TERCEIRIZAÇÂO

Diretores do Sintusp são perseguidos por apoiar trabalhadoras terceirizadas

terça-feira 7 de abril de 2015| Edição do dia

Em junho de 2013, trabalhadoras terceirizadas da empresa HIGILIMP na USP, protagonizaram uma heroica greve contra a empresa pelo pagamento do salário e do vale-refeição atrasados. “Tem dinheiro pro empresário, mas não paga meu salário!” gritavam as trabalhadoras. A reitoria da USP, na época sob o comando de João Grandino Rodas, que era tão responsável pelo pagamento dessas trabalhadoras quanto a Higilimp, “lavou suas mãos” diante do conflito. O avanço da terceirização e a consequente precarização do trabalho é um dos principais marcos da gestão Rodas na USP.

Sem poder contar com seu sindicato, o SIEMACO, composto por burocratas sindicais sem nenhum compromisso com a luta da classe operária, as trabalhadoras buscaram apoio no SINTUSP, o Sindicato dos trabalhadores da USP. A combatividade e a aliança entre a classe trabalhadora contra os ataques da patronal, do governo e da reitoria, é a principal característica deste sindicato. Esteve lado a lado com as trabalhadoras da Higilimp, que decidiram cobrar da Reitoria que exigisse da empresa contratada que seus salários e benefícios fossem pagos.

A reitoria, em represaria, abriu novos processos contra os seus diretores sindicais, pedindo suas demissões. Marcelo Pablito, Diana Assunção, Neli Wada, Solange Veloso Magno de Carvalho e Domenico Colaccico foram processados por apoiar tão importante e legítima luta das trabalhadoras da Higilimp. Parados há mais de um ano, a gestão Zago retoma esses processos no marco de aumento das pressões dos trabalhadores contra os ataques da reitoria. Zago quer, com isso, atacar também a organização dos trabalhadores na USP e o que ele próprio chamou de “acabar com a dinâmica do movimento sindical”.

Sabemos que o SINTUSP é um dos sindicatos mais combativos do Brasil. Junto à categoria, protagonizou a vitoriosa greve de 118 dias de 2014 e tem lutado incansavelmente contra o desmonte da universidade e a precarização do trabalho. Justamente por lutar e apoiar as lutas na USP e pelo mundo afora é também o sindicato mais perseguido pelos governos, reitorias e patrões. A gestão de Zago, que retoma esses processos é mais uma mostra disso.

A luta contra a perseguição ao sindicato e pela readmissão do companheiro Brandão, demitido político também por apoiar os trabalhadores terceirizados, seguirá forte. Juntamente com a luta pela efetivação do todos os trabalhadores terceirizados sem a necessidade de concurso.
Igual trabalho, igual salário e igual direito!
Pela retirada de todos os processos contra diretores do Sintusp e ativistas!




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