Educação

REPRESSÃO

Diretora chama e polícia espanca alunos em escola de SP

Ato de alunos por melhores condições na estrutura da escola acabou com alunos e professores agredidos pela PM dentro da unidade escolar.

terça-feira 15 de março de 2016| Edição do dia

Não é novidade que a educação no estado de São Paulo é um dos principais alvos do sucateamento dos serviços públicos que o governo Alckmin implementa. As ocupações protagonizadas pelos secundaristas no final de 2015, porém, impuseram uma importante derrota a um dos governos mais reacionários do Brasil, convertendo-se num importante exemplo de luta.

Mas Alckmin e toda a camada de serviçais das diretorias de ensino e diretores de escolas se movimentam para combater duramente a "ameaça" que a força dos secundaristas representa para seus planos. Além de fazer a reorganização velada, fechando milhares de salas de aula por todo o estado, o governador também se preocupa em conter a organização dos estudantes voltando-se para os grêmios e reprimindo as manifestações dos estudantes.

Um bárbaro exemplo disso, aconteceu na última sexta-feira, dia 11, quando os alunos da E.E. Marilena Chaparro, localizada no Bairro do Jaraguá, zona norte de Sâo Paulo,fizeram um protesto contra o sucateamento de sua unidade escolar e as péssimas condições de ensino-aprendizagem,e foram surpreendidos pela atitude da Diretora que, covardemente, chamou a policia contra alunos que estavam exercendo seu legítimo direito de luta e expressão.

Os secundaristas foram brutalmente reprimidos, por meio de agressão (alguns deles, menores de idade de apenas 10 anos, conforme denunciado em vídeo na página O Mal Educado, no Facebook) e tiveram seus celulares apreendidos.Inclusive, professores que foram em auxilio dos seus alunos apanharam sob a conivência da diretora da escola, que exerceu bem seu papel de capataz do governo Alckmin contra a urgente e legítima mobilização dos estudantes.

Este episódio não é um caso isolado: Em diversas outras escolas acontecem as mais covardes repressões, alunos e professores foram e estão sendo perseguidos. A solução de Alckmin para os problemas da educação, mais uma vez são resolvidos pela polícia mais assassina do mundo. Tudo isso enquanto a lama do "merendão" é convenientemente ignorada pelo governo.

Contudo, a força dessa juventude já demonstrou ser maior que o ímpeto repressivo de Alckmin, pois a força juventude vem de sua determinação e de reivindicações que todos sabemos ser justas.Não será essa instituição de assassinos (PM) ou os lacaios de Alckmin quem vai lhes deter. Professores e estudantes podem impor nova derrota à esse governo, numa luta unificada em defesa da educação e de um futuro para essa juventude.




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