Gênero e sexualidade

DIREITO AO ABORTO

Diana Assunção: "Nos levantemos contra Damares Alves e sua cruzada contra as mulheres"

segunda-feira 21 de setembro| Edição do dia

A menina de 10 anos do Espírito Santo que foi sistematicamente estuprada por um parente, ao tentar realizar o aborto legal, sofreu todo tipo de violência que agora se comprovou tem a mão da ministra de Bolsonaro, Damares Alves. De acordo com a reportagem da Folha foi Damares a responsável por vazar os dados da menina e do hospital. A intenção da ministra contra a vontade e o direito dessa menina era garantir que a gravidez seguisse até o parto, mesmo sabendo que era uma gravidez que colocava a vida dessa menina em risco.

Damares articulou uma rede de representantes do seu ministério e políticos para coagir e subornar médicos e conselheiros tutelares. Foi graças a Damares que a reacionária Sara Winter moveu sua tropa de fundamentalistas para gritar assassina contra essa criança que foi vítima de uma violência brutal, no hospital onde realizaria o procedimento.

É uma violência imensurável promovida pelo Estado contra uma criança e contra todas as mulheres. Esse governo desde o seu primeiro dia escolheu as mulheres como seu principal alvo para ataques de todo tipo. A nova era alardeada por Damares Alves se assemelha as distopias cinematográficas onde o corpo da mulher é somente objeto sexual e de reprodução, violentado pelos políticos poderosos, castigado pelos fundamentalistas e explorado pelos capitalistas.

Essa cruzada reacionária de Bolsonaro conta com o aval dos golpistas e do próprio STF que também foi parte de tentar impedir esse direito elementar de uma vítima de violência. É preciso lutar contra esse governo reacionário e antioperário, que odeia as mulheres, os negros, as LGBTs. A nossa luta pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito precisa ser tomado seriamente por toda a esquerda e pelo movimento de mulheres como prioridade e de forma independente do PT, que governou por 13 anos e não legalizou o aborto, além de ter fortalecido a bancada evangélica com acordos que rifaram os direitos das mulheres.

Precisamos confiar apenas em nossas forças fortalecendo a unidade com a classe trabalhadora que hoje mais do que nunca tem rosto de mulher e de mulher negra!

Igreja e Estado devem assuntos separados e os direitos das mulheres não pode estar refém nas mãos de fundamentalistas religiosos que não tem nenhum interesse na vida das mulheres e das crianças. Por isso Lutamos por educação sexual nas escolas para decidir, distribuição de contraceptivos de forma gratuita para não engravidar e pelo aborto legal, seguro e gratuito para não morrer. Vamos fortalecer a nossa luta rumo ao dia 28 de setembro.

A Bancada Revolucionária de Trabalhadores da qual faço parte, junto com Letícia Parks e Marcello Pablito coloca sua candidatura a serviço dessa luta. Aborto legal já!

*Diana Assunção é parte da Bancada Revolucionária de Trabalhadores, uma pré-candidatura coletiva para vereador em São Paulo




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