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PARALISAÇÃO NACIONAL

Dia de paralisação nacional tem atos e repressão policial

sexta-feira 29 de maio de 2015| Edição do dia

Ultima atualização, 17h46

A paralisação nacional convocada pelas centrais sindicais já atinge distintas categorias nos diversos estados do Brasil. Um dos importantes focos da mobilização parece ser no estado de São Paulo, com paralisações em universidades, em setores do funcionalismo, que inclui a duradoura greve dos professores, mas também setores metalúrgicos, como no ABC, Campinas e São José dos Campos, incluindo a repressão aos trabalhadores da USP logo pela manhã.

Entre alguns estados que ocorreram as mobilizações, em Pernambuco tiveram paralisações em setores do transporte, incluindo metros e sofreram importante repressão policial, com 11 sindicalistas presos, numa importante repressão policial à manifestação dos trabalhadores.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, também paralisou-se o transporte, os motoristas de ônibus e os metroviários fizeram importante paralisação da frota.

No Paraná a manifestação relembrou a repressão contra os professores no mês passado, um fato que marcou a luta dos professores pela educação e a postura do governo de Beto Richa (PSDB).

Flávia Vale, correspondente especial do Esquerda Diário em Minas Gerais, nos relatou como foram as manifestações na região metropolitana de Belo Horizonte. Motoristas de ônibus fecharam as principais Estações e Terminais Rodoviários que integram toda a região metropolitana. Trabalhadores do Metrô - o qual só possui uma única linha que liga Contagem a Belo Horizonte - passando por cima de uma decisão do TRT que determinava que funcionassem em escala mínima, amanheceram de portas fechadas. Estes setores se univam a outros que já estavam em greve, como os técnico-administrativo da UFMG e Cefet, UMEI’s (Unidade Municipal de Ensino Infantil), CallCenter, Correios, os trabalhadores e trabalhadoras da saúde e da educação.

Em Campi Grande, na Paraíba, houve panfletagem e ato no potão principal da UFCG organizado pela Comissão Local de Mobilização de Docentes, Servidores-técnico administrativos, estudantes e trabalhadores terceirizados (que inclui a ADUFCG, o SINTESPB o Comando Local de Mobilização Estudantil - CLME e terceirizados, ao mesmo tempo, houve paralisação dos trabalhadores dos correios. Ontem teve inicio a greve dos servidores técnico administrativos e hoje se inicia a dos terceirizados. As atividades descentralizadas convergiram na fábrica Alpargatas no setor industrial de Campina Grande onde trabalham 7 mil trabalhadores e a empresa anunciou ferias coletivas que significam futuras demissões. Se realizou um ato importante na porta da fábrica

No Ceará movimentos sociais e sindicatos realizaram um ato em frente a companhia energética, bloqueando um das ruas que leva o acesso a companhia.

Mas entre as manifestações, o mais destacado nessa manhã foi a brutal repressão sofrida por trabalhadoras e estudantes da Universidade de São Paulo (USP), em que policiais prendiam um dos manifestantes e terminaram por lançar spray de pimenta em manifestantes e depois agredir com socos a mulheres trabalhadoras e estudantes.

Outras manifestações ocorreram em São Paulo, com a paralisação de várias agências bancárias no centro da cidade. Além da paralisação na USP, ocorreram panfletagens na UNICAMP e ações em alguns campi da UNESP estavam previstas. Integrantes do MTST foram até a sede da caixa econômica realizar um protesto. Em São José dos Campos houve mobilizações em algumas fábricas; segundo a CONLUTAS, “Houve paralisação de 24 horas na General Motors, Avibras, TI Automotive, MWL e Blue Tech. Além disso, houve atraso de três horas na entrada do primeiro turno da Embraer”.

Os casos de repressão policial em São Paulo e em Pernambuco infelizmente marcaram essa paralisação, impedindo o direito de livre manifestação dos trabalhadores.




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