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PANDEMIA

Dia das mães: Bolsonaro comemora como se não tivesse uma pandemia nem 420 mil mortos na conta

No segundo dia das mães em pandemia Bolsonaro realizou mobilização junto com vários motoqueiros em Brasilia, que culminou com grande aglomeração de apoiadores bolsonaristas no planalto enfrente ao Palácio da Alvorada.

domingo 9 de maio| Edição do dia

Como era de se esperar as medidas de segurança sanitária não foram parte da reunião. A maioria dos presentes não utilizava máscara, começando pelo Bolsonaro e seus convidados, os motoqueiros (que chamou de ‘nosso exército’) acompanhados pelo som de uma banda militar que tocou a música principal de Games of Thrones e finalizando na Residência Oficial da Presidência com discurso junto ao ministro da defesa Braga Netto onde afirmou que espera repetir a façanha em outras cidades como São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte.

Enquanto milhares de famílias perdem seus entes queridos por conta da covid, e muitos outros estão sem poder ver suas mães por causa da pandemia, o presidente celebra como se nada estivesse acontecendo.

Bolsonaro ainda teve a pachorra de dirigir uma moto sem capacete. Na garupa, também sem capacete, veio o ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O presidente dá exemplo de como não dirigir no país que mata mais de 30 mil pessoas por ano no trânsito, muitas dessas mortes por conta de irregularidades como as celebradas pelo presidente.

Já com o segundo ano de pandemia em curso, é completamente revoltante e repudiável o negacionismo e o desprezo do Bolsonaro pela vida dos trabalhadores brasileiros. Comemorando com motoqueiros como se não existisse a pandemia, com 420 mil mortos, 420 mil famílias que não tem como comemorar depois de perder seus familiares, mães, pais, filhos.




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