Educação

30M

Dezenas de milhares na Bahia unificam luta contra os cortes de Bolsonaro

No estado da Bahia, ocorreram manifestações na capital e em uma série de cidades no interior. Os manifestantes protestavam não apenas contra os cortes do governo Bolsonaro, mas também contra o governador Rui Costa do PT, que cortou o salários dos professores em greve das universidades estaduais e recentemente disse que o pagamento de mensalidades em universidades públicas não podia ser tabu.

quinta-feira 30 de maio| Edição do dia

Fotos: Maiana Belo/G1 Bahia

O estado da Bahia amanheceu hoje em clima de luta. Em Salvador, às 9h, milhares de pessoas se reuniram no Largo do Campo Grande e caminharam até a Praça Castro Alves. Além de Salvador também houveram protestos em Vitória da Conquista, Serrinha, Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Feira de Santana dentre outras cidades.

O estado já tinha se destacado como vanguarda na luta contra os cortes de Bolsonaro, quanto no dia 8M, portanto antes do 15M, realizou manifestações com milhares de pessoas.

Além de terem 4 Universidades federais com altos cortes Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Ufrb), a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e a Universidade Federal do Sudoeste da Bahia (Ufsb)) junto com os IFs, a UFBA, junto com a UFF e UnB também foi citada na declaração inicial dos cortes realizada pelo ministro Weintraub, que alegou que o motivo dos cortes seriam que estas universidades realizavam "balbúrdia".

Porém além dos cortes da educação promovidos pelo governo Bolsonaro, também está em curso desde abril a greve das universidades estaduais baianas, contra o projeto de desmonte do governador Rui Costa do PT. Como já denunciamos diversas vezes no Esquerda Diário, este governador do PT é comparável a qualquer tucano, já demonstrando que pretende negociar a reforma da previdência com Bolsonaro e dando declarações de que o pagamento de mensalidades em universidades públicas não deveria ser um tabu. Seu mais recente feito foi cortar o salários dos professores em greve, alegando que "não era férias".

Enquanto os governadores do PT negociam a reforma da previdência com Bolsonaro e atacam e reprimem trabalhadores, seus braços sindicais e estudantis, a CUT e UNE (em que este é direção majoritária junto com seu aliado PCdoB), mantém uma política criminosa de separar as pautas dos cortes da educação com a da reforma da previdência. A primeira se recusou a adiantar a greve do geral do dia 14/06 para o dia de hoje, unificando as lutas dos estudantes com dos trabalhadores enquanto a segunda ratificou isso afirmando que a luta era "só pela educação".

Por isso, é necessário que os estudantes encarem a mobilização do 30M como uma alavanca para a greve geral do dia 14 de junho, se unindo aos trabalhadores. Pra isso, não podemos permitir que as centrais sindicais e os parlamentares do PT e PCdoB sigam negociando com Maia e o governo nossas aposentadorias. Temos de exigir a ruptura dessas negociações: nosso futuro não pode ser negociado! Tomar esse dia 30 e a greve geral do 14J, nas nossas mãos.

Nossa força pode derrotar o governo e por isso, temos que exigir que a greve geral do dia 14 seja organizada desde a base, com assembleia em todas as escolas, universidades e locais de trabalho, para tomar essa luta em nossas mãos e superar essas direções sindicais que querem negociar nossos direitos.




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