Política

AJUSTES PEZÃO

Derrotar o ajuste de Pezão e combater a corrupção com a mobilização dos trabalhadores

Ao contrário das mentiras da Globo e da SEEDUC, a greve dos professores está forte, como se mostrou na última assembleia lotada. Não é para menos, com o atraso do nosso pagamento para o 10° dia útil do mês, situação que é compartilhada pelos outros servidores do estado, com a falta de estrutura, de merenda dos alunos, e dos funcionários da escola que o governo mandou embora. Enquanto isso, este mesmo governo concedeu volumosos 168 bilhões em isenções fiscais a empresas privadas como Ambev, Light, que são suas verdadeiras aliadas. Pezão tem sorte porque os outros sindicatos e o MUSPE, que se dizem representantes dos servidores do estado, já deveriam ter convocando a greve dos servidores do estado há muito tempo.

quarta-feira 16 de março de 2016| Edição do dia

Esta crise não é nenhuma exclusividade do Rio de Janeiro, já vimos no ano passado os estados do Paraná e Rio Grande do Sul adotar o mesmo procedimento, com os governos transferindo para os trabalhadores e o povo o custo da crise. Também vimos as greves massivas de professores e do funcionalismo público em resposta.

Cada um destes estados destina um montante absurdo de suas receitas para a União para pagar a dívida pública, que no caso do Rio são 8,5 bilhões, ou 13,82% do orçamento. Somando tudo, o Brasil gasta 47% do orçamento nacional na dívida, uma verdadeira bolsa banqueiro que é repetida em Brasília e estado a estado.
Isto acontece porque os governantes também são uma casta privilegiada, que são votados de 4 em quatro anos pelo povo mas fazem o que querem, recebem altíssimos salários, auxílio paletó, viagem, hotel, etc..., e Pezão, por exemplo, cogitou usar nosso dinheiro para reformar a piscina do seu palácio, enquanto no Hospital da UERJ tem piscina quando chove por causa dos vazamentos. Na Alerj, os seus aliados usam nosso dinheiro para comprar carros de luxo, enquanto andamos em latas de sardinha pela cidade. Se dizem ter crise, os primeiros a ser cortados deviam ser eles, cada político, juiz e funcionário de alto escalão do governo deveria ganha o mesmo que uma professora!

Por um movimento nacional contra os ajustes de Dilma e contra a impunidade

Na crise política nacional pela qual passa o país tentam impor aos trabalhadores que escolham dois lados que não nos representam. De um lado, o governo Federal, com quem Pezão estava aliado até ontem, que também ataca a previdência, os direitos trabalhistas e a educação. De outro lado, a direita quer acelerar e atacar ainda mais os trabalhadores. Nas manifestações do último dia 13, vimos sobretudo a classe média branca, junto à Globo, clamar pelo STF e Moro para que julgasse os corruptos do PT.

Nós do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores opinamos que não podemos confiar em juízes que sequer foram eleitos como quem acabarão com a corrupção, estão ligados por mil laços a políticos, empresários e ao imperialismo. É impossível que das mãos de um Sérgio Moro, com seu super-salário de 77 mil, saia qualquer resposta que seja do interesse dos trabalhadores. E o fortalecimento do judiciário, que agora está contra o PT, depois virá contra os trabalhadores, às greves e as manifestações.

A resposta aos ajustes e à crise política só pode ser dada pelos próprios trabalhadores. Nem com a direita, nem com o PT, por um movimento nacional contra os ajustes, as demissões e a impunidade. Um movimento de massas que ofereça uma alternativa pela esquerda ao governo do PT e seja capaz de impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para julgar os corruptos em um júri popular, para frear os ajustes, para decidir aonde será investido o Pré-Sal, e instituir que todos políticos deste regime tenham o mandato revogável. Para isto acontecer lutas como a que nós estamos travando aqui no Rio precisam sair de sua rotina. Direções sindicas que não querem entrar em greve ou o que querem fazer na velha rotina precisam ser ultrapassadas.

Para que não sejamos nós que paguemos pela crise, esta greve não pode ser rotineira e corporativista, como o MUSPE tenta impor, com falas intermináveis nos carros de som, sem construir a greve no conjunto do funcionalismo público. Só teremos os salários dos trabalhadores, e o orçamento da saúde e da educação quando o governo parar de dar as isenções às empresas e não pagar a dívida pública, e isso só conseguiremos com uma dura luta política contra o governo e contra os freios da burocracia sindical, e para isso a esquerda no SEPE organizada em diversas correntes do PSOL e o PSTU deve exigir que a CUT e CTB rompam com este governo e coloquem os sindicatos na luta contra os ajustes. Ao não exigirem nada da CUT, CTB e do MUSPE mostram como também estão adaptados a esta rotina e não preparam uma dura luta contra os ajustes e suas falas e propostas sobre a crise política nacional ao ocorrerem por fora das tarefas da greve e da luta política com o MUSPE, CUT e CTB mostram como atuam com interesses pequenos, aproximar uma ou outra pessoa, mas não para organizar um grande movimento contra os ajustes e a impunidade. Querem a greve tal como está somada a um outro adesivo de sua corrente. A realidade exige outra orientação política e uma esquerda verdadeiramente revolucionária.




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